FGC Estima Base de Credores e Montante em R$ 4,9 Bilhões no Caso do Banco Pleno
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) apresentou uma estimativa da base de credores do Banco Pleno, liquidado em fevereiro de 2026 pelo Banco Central (BC). A instituição, que antes fazia parte do conglomerado Master, foi vendida ao empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, em uma operação aprovada em julho de 2025. A estimativa indica cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis, totalizando um montante de R$ 4,9 bilhões. O pagamento aos credores só será iniciado após a conclusão do levantamento dos dados e a disponibilização por parte do liquidante nomeado.
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Detalhes da Liquidação e Impacto no FGC
A liquidação do Banco Pleno, que somada a outros rombos no conglomerado Master e Will Bank, elevou a exposição do FGC a mais de R$ 50 bilhões, demonstra a complexidade das intervenções financeiras. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfatizou que a instituição busca proteger os investidores, mesmo que isso signifique responsabilizar aqueles que possam ter tomado decisões inadequadas. O rombo no FGC, estimado em R$ 51,8 bilhões no caso Master, ressalta a importância da atuação do regulador para evitar perdas significativas para os depositantes.
Perfil de Augusto Ferreira Lima (Guga Lima)
Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, é um empresário brasileiro que construiu sua carreira no setor de crédito consignado e no sistema bancário. Sua trajetória começou fora do sistema bancário tradicional, com atuação no varejo popular e na estrutura monetária ligada à rede de varejo da Ebal, estatal responsável pela rede Cesta do Povo, adquirida durante o governo do petista Rui Costa (2015-2022). A partir dessa operação, ele estruturou o Credcesta, um produto de crédito consignado voltado inicialmente a servidores públicos estaduais, que ganhou escala por meio de convênios com o Estado e ampla divulgação institucional, tornando-se um dos principais negócios de Lima no segmento. Posteriormente, ele ingressou na sociedade do Banco Master, onde assumiu a liderança do Credcesta, tornando-se CEO do banco e participando de planos de expansão e negociações relevantes.
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O que os Credores Devem Fazer
Para facilitar o processo de pagamento de garantias, o FGC disponibilizou um aplicativo, que pode ser acessado nas lojas de aplicativos ou pelo site oficial. Os credores que se enquadrem nas regras de cobertura devem utilizar o aplicativo para realizar o cadastro básico e, posteriormente, acompanhar as atualizações do processo, que serão divulgadas nas redes sociais e no site do FGC. O aplicativo visa agilizar o processo de solicitação da garantia, com a identificação do beneficiário e a indicação da conta de sua titularidade, onde o valor da garantia será depositado.
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