Ministério da Fazenda projeta déficit primário de 0,48% em 2025. Haddad cita precatórios de Bolsonaro e juro real como pressão na dívida
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou projeções para o déficit primário de 2025, estimando um valor de 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB), caso a incorporação integral dos precatórios seja utilizada no cálculo fiscal. A declaração foi feita nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2025, no Ministério da Fazenda em Brasília.
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A meta fiscal estabelecida é de déficit zero, porém o arcabouço econômico permite uma margem de tolerância de 0,25% do PIB para cima ou para baixo. Haddad enfatizou que essa projeção reflete uma maior transparência nas contas públicas e não indica uma deterioração do resultado fiscal.
O ministro destacou que o cumprimento da meta de primário é alcançado pelo terceiro ano consecutivo. Ele atribuiu a situação ao pagamento dos precatórios, que representam um “calote” deixado pelo governo anterior, Jair Bolsonaro. A inclusão desses pagamentos no cálculo do déficit é vista como uma correção de distorções.
Sem a inclusão dos precatórios, o déficit primário projetado ficaria em torno de 0,1%, ou 0,17% considerando exceções aprovadas pelo Congresso Nacional e decisões judiciais. Haddad ressaltou que a principal pressão sobre a dívida pública atualmente é o juro real, e não o resultado primário.
O governo planeja aumentar gradualmente as exigências nas próximas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs).
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