O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, anunciou nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à prefeitura de São Paulo para as eleições de 2026. O anúncio oficial foi feito no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP), com a presença do presidente do PT e do vice-presidente e ministro da Indústria.
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Edinho Silva enfatizou o objetivo de apresentar Haddad ao povo paulista, visando construir um governo que reflita os valores defendidos pelo presidente Lula. “Nossa intenção é governar São Paulo e contribuir para o Brasil que o presidente Lula tanto almeja”, declarou Edinho.
Haddad deixará o Ministério da Fazenda, com a publicação da sua saída no Diário Oficial da União na sexta-feira, 20 de março de 2026. Ele assumiu a liderança da economia no início do terceiro mandato de Lula em 2023, tendo também sido ministro da Educação entre 2005 e 2012, e prefeito de São Paulo de 2013 a 2016.
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Desafios e Estratégias
A confirmação de Haddad é vista por aliados como o primeiro passo para organizar a disputa presidencial contra o senador do PL-RJ. O Estado de São Paulo, com sua vasta população de 34,4 milhões de eleitores, é considerado estratégico na corrida ao Planalto, e a disputa deve ser acirrada.
Petistas avaliam que Haddad é o nome com maior potencial eleitoral para sustentar o palanque lulista em um segundo turno. No entanto, o desafio para Haddad é angariar apoio expressivo no interior do estado, considerando suas derrotas nas eleições de 2012 e 2022.
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Histórico Eleitoral
Em 2012, Haddad foi eleito prefeito da capital paulista com 55,6% dos votos. Na eleição seguinte, perdeu para João Doria e não conseguiu se reeleger. Em 2022, foi candidato ao governo do Estado, mas ficou em segundo lugar.
Conclusão
A candidatura de Fernando Haddad representa um momento crucial na estratégia do PT para as eleições de 2026, com foco na disputa pelo governo do Estado de São Paulo e, consequentemente, na disputa presidencial. O sucesso da candidatura dependerá da capacidade de Haddad de mobilizar o eleitorado paulista e de articular apoio dentro do próprio partido.
