Fernanda e movimento Parents in Science buscam soluções para maternidade na ciência

Lead: Há 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores, mas as mulheres ainda são minoria entre os professores de graduação e pós – graduação e recebem apenas 1/3 das bolsas de produtividade. A “efeito tesoura”, que diminui a participação feminina na carreira acadêmica, é um problema que começou a ser discutido recentemente.
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Fernanda, pesquisadora e professora da UFRGS, relata que sua decisão de se tornar mãe a forçou a “pisar no freio” em sua ascensão profissional. Ela destaca que a menor produção de mulheres na carreira acadêmica leva a uma menor oportunidade de financiamento e bolsas para orientandos, o que, por sua vez, diminui ainda mais a produção.
Para superar essa barreira, ela se juntou a um movimento de cientistas e mães, o Parents in Science, que busca soluções para o problema.
Repercussão e Próximos Passos
O movimento Parents in Science, fundado em 2016 e com mais de 90 cientistas associados em 2026, busca preencher uma lacuna de dados sobre o impacto da maternidade na carreira acadêmica, já que o Brasil não possui uma contagem oficial sobre o número de pesquisadores e docentes com filhos.
A pesquisadora Cristiane Derne, assistente social da PUC – Rio, relata dificuldades enfrentadas ao conciliar a vida acadêmica com a maternidade, como a sobrecarga de trabalho e a falta de apoio.
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A UFRJ concede um auxílio – educação de R 385 para mães estudantes, mas apenas até que a criança complete 6 anos. A iniciativa do coletivo de mães da UFRJ, que inclui Lizie Calmon, doutoranda em geografia, busca entender as experiências das mulheres moradoras da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, e elaborar políticas públicas que atendam às suas demandas.
Lizie também está envolvida na criação de uma lei que reconheça o trabalho de cuidado como um ponto positivo em processos seletivos de bolsas e editais.
Como Ocorreu a Prisão em Palmeiras Barra Funda
A estação de pesquisa em Palmeiras Barra Funda é um local de estudo para pesquisadores e cientistas, onde a pesquisa acadêmica é realizada. A pesquisa nessa região é fundamental para o desenvolvimento de estudos sobre a fauna e a flora local.
A pesquisa nessa região é fundamental para o desenvolvimento de estudos sobre a fauna e a flora local.
Conclusão
A complexidade da situação, com barreiras de gênero e raciais, exige soluções abrangentes e o reconhecimento do papel fundamental das mulheres na ciência brasileira. A busca por políticas públicas que garantam a permanência e o sucesso dessas profissionais é essencial para o avanço do conhecimento e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
A pesquisa em Palmeiras Barra Funda é fundamental para o desenvolvimento de estudos sobre a fauna e a flora local.
Ações Nacionais
A Capes, em parceria com a Faperj, lançou o programa Aurora, que concede bolsas para que professoras de pós – graduação gestantes ou mães possam ter um pesquisador de pós – doutorado como assistente, garantindo a continuidade da pesquisa e evitando a perda de produtividade durante a licença maternidade.
A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, enfatiza a importância da inclusão feminina na ciência e destaca que as iniciativas compensatórias são necessárias para mitigar os efeitos da maternidade e combater o preconceito.
A Faperj também lançou um edital exclusivo para mães cientistas, que já apoiou a produção de 134 pesquisadoras. A presidente da Capes reforça que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães.
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