Após um período que se assemelhou a um evento quase apocalíptico, as tão esperadas férias coletivas finalmente chegaram. Antes de desfrutar da primeira cerveja gelada, seja em frente a uma piscina, cachoeira, mar ou até mesmo um tanque, era necessário adotar um determinado vestuário – um vestido vermelho para as mulheres e uma polo rosa clara para os homens.
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A ocasião era a celebração do Natal, um momento que, com o tempo, perdeu sua intensidade inicial.
A Alegria da Generosidade
Com o tempo, a alegria de presentear meus filhos, enteados e sobrinhos retornou, trazendo de volta a sensação de gratidão. Embora o custo financeiro fosse considerável, a felicidade que eles experimentavam compensava o investimento. Era um ciclo de amor e alegria que se renovava a cada presente.
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Desafios e Decisões
Entre o Natal e o Ano Novo, a sensação de falta de ar era comum, marcada pela troca de presentes, pela disputa por horários com a manicure e pela árdua busca por um macacão branco, descrito como “sexy sem ser vulgar”. Um dos desafios mais divertidos era a escolha da roupa íntima, com a sugestão de que a cor laranja, segundo a numerologia e a cromoterapia, seria a mais adequada.
Tradições e Costumes
As celebrações do Ano Novo eram repletas de tradições, como o champanhe, a lentilha, a romã, as 12 uvas, as 7 ondas e a regra do pé direito/dois pés. Uma nova moda surgiu: evitar discussões nos primeiros 21 minutos do ano para evitar conflitos nos dias seguintes.
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O Fim das Férias
Após a noite de dança e canto, com a frase “não quero dinheiro, eu só quero amar…”, a exaustão nos levava a cair na cama. A consciência do amanhã, que se chamava primeiro de janeiro, nos lembrava da finitude do tempo. O espumante, no entanto, não deixava saudades.
Retorno à Realidade
Os mais sortudos ainda tinham alguns dias de férias, enquanto os menos favorecidos pela sorte precisavam enfrentar a volta coletiva. A ida era marcada pelo deslocamento em carros lotados sob o sol, e a volta, por um retorno simultâneo de todos. Apesar das dificuldades, o ano era marcado por momentos de alegria e descontração.
Reflexões Finais
As férias foram marcadas por momentos de excessos – comida, bebida, música e sol. A variedade de biquínis escolhidos resultou em marquinhas difusas. No entanto, a sensação de dever cumprido, com a oportunidade de esvaziar os saquinhos de roupa suja e deitar no próprio travesseiro, era o que realmente importava.
A volta, apesar de alguns percalços – como a virose, baratas e o cabelo-palha – era sempre vista como um recomeço.
Independentemente das dificuldades, o importante era começar o ano com a alma descansada, lembrando que, em 2026, os feriados cairão em dias da semana, sem causar transtornos.

