O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) negou ter participado de irregularidades e afirmou que nunca negociou a execução de emendas parlamentares. A declaração foi feita em resposta à operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em janeiro de 2026.
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A investigação da PF apura supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A operação, iniciada em dezembro de 2024, visa crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
De acordo com a PF, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal. A apreensão do celular do deputado foi realizada para análise, e ele tem colaborado integralmente com as investigações.
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Detalhes da Operação Overclean
A operação Overclean, iniciada em dezembro de 2024, tem como alvo pessoas filiadas a partidos como MDB, PP, PSD, PSDB, PT, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. A investigação abrange crimes cometidos entre 2018 e 2024 em cidades de cinco estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.
A investigação busca desarticular uma organização que teria desviado dinheiro em contratos superfaturados a partir de licitações fraudadas de prefeituras com o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas).
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Reações e Defesas do Parlamentar
Félix Mendonça Júnior criticou a duração das apurações, argumentando que elas comprometem a reputação de parlamentares e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral. Ele defende que a apuração seja conduzida de forma célere e responsável.
O parlamentar reiterou que sua atuação se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia. Ele também afirmou nunca ter indicado empresas ou exercido função de ordenador de despesas.
