O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), reiterou a acusação de que o Partido dos Trabalhadores (PT) é “narcoafetivo”, mesmo após a legenda ter movido uma ação judicial contra as declarações. O processo foi formalizado nesta terça-feira (6) pelo Diretório Nacional do PT.
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A ação formaliza a acusação de calúnia e disseminação de notícias falsas, além de solicitar a remoção imediata do conteúdo e uma indenização de R$ 30 mil. A legenda argumenta que a liberdade de expressão não pode ser usada para prejudicar a honra de indivíduos através de acusações infundadas.
Contexto da Ação Judicial
A disputa judicial se insere em um cenário de tensões políticas. Ramuth estava em uma agenda em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, quando foi questionado sobre a crise na Venezuela e o potencial aumento do fluxo migratório para o Brasil. Na ocasião, ele fez a declaração que gerou a controvérsia, utilizando a expressão “narcoafetivo” para se referir ao PT.
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Resposta do PT e Reafirmação da Acusação
Após a ameaça de ação judicial, Ramuth enviou uma resposta à CNN, reafirmando o uso do termo. Ele justificou que a expressão foi utilizada em um contexto político e retórico, com o objetivo de criticar a postura do PT em relação à tolerância e relativização diante do crime organizado.
Em seguida, reiterou a acusação: “Reafirmo que o PT é um partido Narcoafetivo.”
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Resposta do PT e Combate à Desinformação
Na nota divulgada pelo PT, o secretário nacional de Comunicação da legenda, Éden Valadares, criticou a postura de Ramuth, afirmando que “mentiras, fake news e tentativa de manipulação da opinião pública são expedientes que a direita brasileira tenta normalizar”.
O partido justifica a ação judicial como parte de um esforço contínuo para responsabilizar agentes públicos que, segundo a legenda, utilizam as redes sociais e declarações públicas para difamar adversários políticos.
Contexto Político e Ações Recentes
O PT também menciona outras ações judiciais recentes movidas pela legenda contra autoridades que associam o partido e suas lideranças ao crime organizado sem apresentar provas concretas. Felício Ramuth é filiado ao PSD, partido liderado por , que possui apoio na base governamental estadual.
O PT afirma que buscará, através do Judiciário, a responsabilização civil de agentes públicos que, segundo a legenda, utilizam as redes sociais e declarações públicas para difamar adversários políticos.
