O Segredo da Felicidade: Uma Perspectiva Inesperada
A pergunta sobre o que significa ser feliz sempre pareceu complexa, até mesmo para especialistas. Pesquisadores como Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, em Riverside, EUA, reconhecem que a questão é “ridícula, redutora e restritiva”.
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Ao ser questionada sobre o assunto em um programa de TV, Lyubomirsky enfatizou a dificuldade de encontrar uma resposta abrangente para essa questão complexa.
Um amigo de Lyubomirsky, o psicólogo Harry Reis, da Universidade de Rochester, ofereceu uma observação surpreendente: “Conheço pessoas que são felizes e conheço pessoas que são infelizes, e posso dizer qual é a principal diferença entre elas: ”.
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Essa simples percepção, baseada em mais de 50 anos de pesquisa, deu origem ao livro “How to feel loved” (Como se sentir amado), publicado nos Estados Unidos em fevereiro de 2026.
A Metáfora da Gangorra e Cinco Mentalidades
O livro explora a ideia de que a felicidade não se trata de buscar ativamente o amor, mas sim de construir conexões reais. Reis e Lyubomirsky utilizam a metáfora de uma gangorra (sea-saw) para ilustrar esse conceito. Quando elevamos a outra pessoa, ela se eleva acima da linha d’água, revelando aspectos antes ocultos.
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Essa elevação naturalmente leva à reciprocidade, criando um ciclo de responsabilidade mútua.
Para alcançar esse estágio, o livro não oferece um roteiro passo a passo, mas sim cinco mentalidades a serem adotadas. A primeira, a Mentalidade de Compartilhamento, envolve permitir que os outros vejam o seu verdadeiro eu. As Mentalidades de Ouvir para Aprender e de Curiosidade Radical incentivam a escuta ativa, buscando entender o outro sem impor opiniões.
A Mentalidade de Coração Aberto, por sua vez, exige um genuíneo interesse pelo bem-estar do outro. Por fim, a Mentalidade da Multiplicidade promove uma abordagem não julgadora, reconhecendo que todos têm pontos fortes e fraquezas.
Desafios e Limites na Era da Tecnologia
Antes de mergulhar nessas mentalidades, Reis alerta que até mesmo pequenas distrações podem prejudicar a qualidade das interações. Um estudo revelou que a presença de um celular sobre a mesa diminui a satisfação nas conversas. Em um mundo onde as conexões humanas frequentemente ocorrem por meio de telas, essa tendência parece natural.
Apesar da capacidade das inteligências artificiais de expressar empatia e compreensão, Reis enfatiza que elas não conseguem “amar”. Esses modelos de linguagem são comparados a uma barra de chocolate, que satisfaz a fome, mas não oferece nutrição.
Relacionamentos verdadeiros exigem reciprocidade e, às vezes, até um certo nível de desconforto. É a escolha da outra pessoa em nos amar que nos torna mais felizes e bem-sucedidos.
O livro “How to feel loved” foi lançado pela editora Harper nos EUA em fevereiro de 2026, e ainda não tem data de lançamento prevista para o Brasil.
