O mercado de trabalho nos Estados Unidos apresentou um crescimento acelerado em setembro, porém, a taxa de desemprego elevou-se para 4,4%. Dados recentes indicam que a economia registrou uma perda de empregos no mês anterior, sinalizando um cenário de dificuldades persistentes no mercado de trabalho do país.
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Crescimento no Setor Privado
O setor privado adicionou 119.000 postos de trabalho em setembro, um aumento em relação à revisão para baixo de 4.000 empregos divulgada em agosto. Essa expectativa era inferior à previsão de economistas, que estimavam um ganho de 50.000 empregos, após um crescimento de 22.000 em agosto.
Atraso na Divulgação de Dados
O relatório de emprego, originalmente previsto para 3 de outubro, foi adiado devido à paralisação do governo norte-americano, que durou 43 dias. Essa situação impossibilitou a coleta de dados necessários para calcular a taxa de desemprego de setembro, resultando na combinação dos dados de emprego não agrícola de setembro com o relatório de novembro, agendado para 16 de dezembro.
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Impacto da Escassez de Mão de Obra
A redução na imigração, que se intensificou durante os anos do ex-presidente Joe Biden e acelerou sob a administração de Donald Trump, tem contribuído para a escassez de mão de obra. Economistas projetam que a economia necessita criar entre 30.000 e 50.000 empregos mensais para acompanhar o crescimento da população em idade ativa, uma demanda que se compara a cerca de 150.000 em 2024.
Desafios e Influências Externas
A taxa de desemprego subiu de 4,3% em agosto. A crescente utilização da inteligência artificial também está afetando a demanda por trabalhadores, com maior impacto em cargos de nível básico e dificultando a inserção de recém-formados no mercado.
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Além disso, políticas comerciais implementadas durante o governo Trump podem estar gerando incertezas que impactam a capacidade de contratação das empresas.
Considerações do Federal Reserve
A divulgação do relatório de emprego de setembro pode influenciar a reunião do Federal Reserve em 9 e 10 de dezembro. As autoridades do banco central dos EUA não terão acesso ao relatório de novembro na reunião, devido ao adiamento da divulgação, que foi alterado de 5 de dezembro para 16 de dezembro.
As atas da reunião do Fed de 28 e 29 de outubro revelaram que muitos formuladores de políticas alertaram sobre o risco de reduções excessivas nas taxas de juros, o que poderia prejudicar os esforços para controlar a inflação.
