Fed e Banco Central: Mercado espera corte de juros nos EUA e manutenção da Selic. Jerome Powell fala sobre futuro da política monetária.
A expectativa de um novo corte na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos nesta quarta-feira (10) não deve surpreender o mercado. Paralelamente, no Brasil, as previsões apontam para a manutenção da Selic pelo Banco Central (BC).
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A decisão americana será anunciada às 16h (horário de Brasília), acompanhada de uma coletiva de imprensa pelo chair do Fed, Jerome Powell, às 16h30.
De acordo com dados da CME FedWatch, mais de 88% do mercado prevê um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, rebaixando-a para a faixa de 3,5% a 3,75%. Essa expectativa reflete um cenário de desaceleração econômica nos Estados Unidos.
Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC divulga o resultado e comunicado a partir de 18h30. A expectativa é que a Selic permaneça no patamar de 15% desde junho, considerando os sinais mistos na economia.
Com poucas surpresas esperadas, as atenções se concentram nos recados das autoridades monetárias. O tom de Jerome Powell deve influenciar as expectativas para a primeira reunião de 2026, com apostas apontando para uma pausa no ciclo de cortes.
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Apesar das incertezas, o mercado formou maioria para um corte em março, na segunda reunião do Copom do próximo ano. Anteriormente, a expectativa era de um corte já em janeiro. O Copom analisará o balanço de risco do BC, que levará em consideração a desaceleração da economia.
A última ata do Copom reforçou o tom duro, mencionando a importância de um futuro corte de juros em janeiro e três em abril. Dados recentes do Departamento de Comércio mostraram um ganho de 0,5% revisado para baixo em agosto. O relatório da Universidade de Michigan indicou um índice de confiança do consumidor superando a previsão de 52.
O mandato de Jerome Powell encerra em maio, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar um sucessor para a cadeira no início do ano. O próximo chair poderá enfrentar uma votação mais acirrada, devido aos esforços do governo para influenciar o Fed e o amplo apoio à independência do banco central.
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