Inflação nos EUA dispara! Consumo forte impulsiona dados alarmantes. O que o Federal Reserve fará? Saiba mais.
O índice de preços de gastos com consumo pessoal nos Estados Unidos apresentou um aumento mais robusto em dezembro, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 20, pelo Departamento de Comércio. A medida que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) acompanha de perto para avaliar a inflação e se aproxima da meta de 2%.
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O avanço de 0,4% no núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, superou a expectativa de economistas, que projetavam um aumento de 0,3%.
Em novembro, o núcleo do PCE já havia subido 0,2%. A leitura de dezembro representa um sinal de que a pressão inflacionária continua presente na economia americana. Acompanhar o núcleo do PCE é crucial, pois ele oferece uma visão mais clara da tendência de preços, desconsiderando os efeitos voláteis de bens e serviços básicos.
Na comparação anual, o núcleo do PCE avançou 3,0% até dezembro, elevando-se de 2,8% no mês anterior. Esse ritmo mais acelerado, observado desde março de 2024, reforça a necessidade de o Fed manter uma postura cautelosa em relação às decisões de política monetária.
A alta também foi observada no índice cheio do PCE, que subiu 0,4% em dezembro, após registrar 0,2% em novembro. Essa leitura completa do indicador reflete a inflação geral da economia, incluindo os setores de alimentos e energia.
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Economistas destacam a importância da categoria de serviços jurídicos, que apresentou um aumento de 12,0% em dezembro. Essa alta, considerada volátil, pode adicionar cerca de 0,1 ponto percentual ao núcleo do PCE, influenciando diretamente a trajetória da inflação.
As estimativas apontam que o núcleo do PCE pode ter subido até 0,4% em janeiro na comparação mensal, elevando a taxa anual para 3,1%. Os dados de janeiro serão divulgados no dia 13 de março, e serão acompanhados de perto pelo Fed.
O consumo das famílias avançou 0,4% em dezembro, repetindo o ritmo de novembro. Descontada a inflação, o consumo avançou 0,1%, indicando uma trajetória de crescimento mais lenta no início do primeiro trimestre. Esses dados refletem a capacidade de gasto das famílias, um componente fundamental do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA.
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