FCC revisa acordos com redes após críticas de Trump à ABC News. Incidentes com repórter e acusações de “guerra” contra o presidente geram revisão das licenças.
A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos iniciou uma revisão dos acordos entre redes nacionais e estações de transmissão locais. A decisão foi tomada após sugestões do então presidente Donald Trump, que solicitou a revisão das licenças de transmissão da emissora ABC, pertencente à Disney, devido a questionamentos feitos por uma repórter da emissora.
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Em 19 de setembro, uma correspondente da ABC News questionou o príncipe herdeiro da Arábia Saudita sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018. O presidente Trump considerou as perguntas como “insubordinadas”. A Casa Branca classificou a ABC News como uma “operação com viés democrata disfarçada de rede de transmissão” em um comunicado à imprensa, acompanhado de uma lista de reclamações contra a rede desde 2017.
A Casa Branca acusou a ABC News de promover uma “guerra” contra o presidente e seus apoiadores. O presidente da FCC, Brendan Carr, um republicano, afirmou que a revisão se concentraria em casos onde emissoras optam por não transmitir programação por motivos de interesse público.
A FCC emite licenças de oito anos para emissoras individuais, e não para redes.
Em setembro, Brendan Carr elogiou o Sinclair Broadcast Group e o Nexstar Media Group por brevemente não transmitirem o programa “Live!” em suas 70 emissoras afiliadas à ABC. A Nexstar precisava da aprovação da FCC para adquirir a Tegna. Em dezembro passado, a ABC News concordou em doar US$ 15 milhões à biblioteca presidencial de Trump para resolver uma ação judicial sobre comentários do âncora George Stephanopoulos.
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A FCC também investigou as relações da Comcast, controladora da NBC, com suas afiliadas locais de TV aberta.
Em julho, a FCC aprovou a fusão entre a Paramount Global e a Skydance Media, após a Skydance garantir que a programação da CBS não apresentasse preconceitos e encerrasse programas de diversidade. A aprovação ocorreu após a Paramount pagar US$ 16 milhões para encerrar um processo judicial contra Trump por causa da edição de uma entrevista do programa “60 Minutes” com Kamala Harris.
A FCC também investigou as relações da Comcast, controladora da NBC, com suas afiliadas locais de TV aberta.
A revisão das licenças de transmissão pela FCC reflete um período de tensões entre redes nacionais e emissoras locais, com implicações para a programação e o controle da mídia nos Estados Unidos. A agência busca determinar se existem práticas de “alavancagem” ou “comportamento anticompetitivo” por parte das grandes redes.
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