Mudanças Drásticas nas Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela
Nas últimas semanas, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, tem promovido uma série de mudanças significativas tanto no gabinete ministerial quanto em setores-chave, incluindo as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB). Essas mudanças ocorrem em um contexto de busca por respostas sobre o ataque dos Estados Unidos, no qual o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados.
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Após a operação de 3 de janeiro, Rodríguez assumiu o poder e substituiu a Guarda Presidencial, implementando ajustes entre os ministros e no setor econômico, nomeando funcionários de sua confiança. No entanto, nos últimos dias, foram anunciadas diversas mudanças em altos cargos militares.
A Sensibilidade Militar e a Dependência do Chavismo
O aparato militar é uma questão sensível para o chavismo, que depende fortemente das forças de segurança para o seu poder. Vários analistas evitam discutir o tema por medo de represálias. A situação é complexa, com a busca por respostas sobre o ataque dos EUA, que ainda não foram encontradas, e a necessidade de manter o controle sobre a FANB.
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Anúncios Inesperados e a Influência de Domingo Hernández Lárez
As mudanças mais recentes foram anunciadas pelo general Domingo Hernández Lárez, comandante do Comando Operacional Estratégico das FANB, através de sua conta no Instagram, em vez de Rodríguez ou pelo Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López. A CNN entrou em contato com o Ministério da Defesa para esclarecimentos sobre os anúncios.
Essas movimentações indicam uma tentativa de controle da informação e da narrativa.
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Liberação de Rocío San Miguel e a Busca por Informações
Em meio a essa reorganização, o regime libertou a advogada Rocío San Miguel, chefe da organização Control Ciudadano, criada em 2005 para monitorar e divulgar informações sobre segurança, defesa e Forças Armadas. San Miguel foi acusada de espionagem e passou quase dois anos na prisão de El Helicoide após sua prisão em fevereiro de 2014.
Essa liberação pode indicar uma busca por informações e a tentativa de desmistificar a narrativa de ameaças à segurança.
Mudanças em Bases Aéreas e Comandos de Zona
As alterações estendem-se também aos comandos de zona da Guarda Nacional Bolivariana, ao Comando Nacional Antidrogas, às brigadas e aos diretores das academias militares. A saída de dois membros do Alto Comando Ampliado, os chefes das REDI (Regiões Estratégicas de Defesa Integral) dos Andes e do Leste, também foi notável.
Essas mudanças não foram anunciadas por Rodríguez nem pelo Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, mas sim pelo general Domingo Hernández Lárez, comandante do Comando Operacional Estratégico das FANB, em sua conta no Instagram.
Crise Silenciosa e Descontentamento Militar
O pesquisador Rafael Uzcátegui, diretor do think tank venezuelano Laboratório de Paz, afirma que o chavismo, sob a liderança do presidente interino, está demonstrando um “pragmatismo extremo”, estando inclusive disposto a sacrificar os valores identitários do movimento para recuperar a economia e seu capital político. “Há uma crise silenciosa dentro das Forças Armadas, com um descontentamento crescente devido à falta de respostas sobre o ataque e à percepção de inação”, disse Uzcátegui.
A Busca por um Substituto e a Influência de Cabello
O secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello, tem sido frequentemente identificado como o “número dois” do chavismo, embora também não tenha demonstrado reservas em relação ao chefe do Poder Executivo. Cabello tem sido fundamental na busca por um substituto para os altos cargos militares, buscando um nome do Exército para manter a estabilidade.
A Nova Relação com os Estados Unidos
O pesquisador Benigno Alarcón, fundador do Centro de Estudos Políticos e Governamentais da Universidade Católica Andrés Bello, em Caracas, acredita que o plano dos EUA incluirá outras medidas, como “desmantelar elementos-chave da administração do governo atual, particularmente seu aparato repressivo” e controlar a violência. “Haverá uma purga, uma reformulação de funcionários, para tornar o acordo, que ainda está sendo finalizado, mais plausível.
Delcy será cautelosa em cumpri-lo”, disse Alarcón.
O Acordo com os Estados Unidos e a Purga de Funcionários
O pesquisador Rafael Uzcátegui, diretor do think tank venezuelano Laboratório de Paz, afirma que o chavismo, sob a liderança do presidente interino, está demonstrando um “pragmatismo extremo”, estando inclusive disposto a sacrificar os valores identitários do movimento para recuperar a economia e seu capital político. “Haverá uma purga, uma reformulação de funcionários, para tornar o acordo, que ainda está sendo finalizado, mais plausível.
Delcy será cautelosa em cumpri-lo”, disse Uzcátegui.
