Consumo de álcool em família eleva risco de uso em adolescentes, alerta estudo! Pesquisa da USP revela forte ligação entre hábitos dos pais e jovens. Saiba mais
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo revelou uma forte ligação entre o consumo de álcool e outras drogas por parte dos pais e o padrão de uso entre adolescentes. A pesquisa, que analisou dados de 4.280 adolescentes e seus responsáveis em quatro municípios do interior paulista (Cordeirópolis, Iracemápolis, Salesópolis e Biritiba-Mirim) entre 2023 e 2024, com uma média de idade dos jovens de 14,7 anos, destaca a importância do ambiente familiar na prevenção do uso de substâncias.
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Os pesquisadores avaliaram diferentes estilos parentais, identificando que o modelo autoritativo, caracterizado por presença, vínculo afetivo, diálogo e definição de limites, foi o mais protetor. Em contraste, estilos parentais autoritários, marcados por rigidez, alta cobrança e pouco afeto, e negligentes, definidos por distanciamento emocional, pouca supervisão e ausência de regras consistentes, não apresentaram efeito de proteção.
A pesquisa também observou que, mesmo em famílias com boas práticas educativas, o consumo frequente de álcool pelos responsáveis ainda está associado ao uso por parte dos filhos.
Dados do Poder360, divulgados em 2025, indicam que 27,6% dos adolescentes de 14 a 17 anos já consumiram álcool ao menos uma vez na vida. Adicionalmente, 19% relataram o uso no último ano. A pesquisa também revelou que mais da metade da população brasileira experimentou o consumo de álcool antes dos 18 anos, apesar da proibição legal da venda para menores de idade.
Os pesquisadores enfatizam que retardar o início do consumo é uma estratégia crucial para minimizar os riscos de problemas futuros, como doenças crônicas, problemas cardiovasculares e transtornos mentais.
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O estudo apontou que a probabilidade de um adolescente usar duas ou mais substâncias químicas aumenta significativamente quando os pais consomem álcool. Quando os pais fazem uso de múltiplas drogas – incluindo álcool, cigarro, vapes e maconha – essa probabilidade sobe para 28%.
Em contrapartida, quando os pais não consomem álcool nem outras drogas, 89% dos adolescentes permanecem abstinentes. A professora Zila Sanchez, autora principal do artigo, ressaltou que a abstinência dos responsáveis foi o principal fator de proteção identificado. “Reforçamos o fato de que o padrão de uso de álcool e outras drogas pelos pais influencia o dos filhos.
Porém, se eles colocarem regras e limites em casa e derem afeto, esses fatores de proteção minimizam muito o risco que eles mesmos trazem quando consomem essas substâncias”, afirmou a pesquisadora.
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