Cozinhar em casa ou delivery? O dilema que afeta o bolso! 💸 Descubra qual a melhor opção para sua família. Estudo revela: cozinhar pode ser mais caro que pedir! 🍔🍟 #finanças #delivery #alimentação
A decisão de preparar a própria refeição ou optar por um pedido de delivery se tornou um dilema financeiro para muitas famílias brasileiras. Com o crescimento do setor de entrega de alimentos, impulsionado por aplicativos como iFood, Rappi e 99Food, a questão vai além da simples praticidade.
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A pergunta central é: qual opção representa o melhor custo-benefício no dia a dia? “Embora o senso comum sugira que cozinhar em casa é mais barato, fatores como a conveniência, o tempo disponível e as promoções oferecidas pelos aplicativos podem alterar essa equação”, explica Wanessa Guimarães, planejadora financeira CFP.
Uma pesquisa da Serasa e Opinion Box, divulgada em fevereiro de 2026, revela que o gasto médio mensal do brasileiro com supermercado é de R$ 930, uma parcela significativa do custo de vida médio estimado em R$ 3.520. No entanto, cozinhar em casa envolve mais do que apenas comprar ingredientes.
Segundo Guimarães, o custo médio de uma refeição preparada em casa varia entre R$ 10 e R$ 18 por pessoa, dependendo do tipo de prato, do aproveitamento dos alimentos e da quantidade preparada. Esse valor também considera os custos indiretos, como gás, água e energia utilizados no preparo.
Ao adicionar um tempo mínimo para o preparo, uma refeição total caseira chega a R$ 29,40. Já o ticket médio de pedidos individuais em aplicativos varia entre R$ 30 e R$ 55 para refeições completas e entre R$ 25 e R$ 45 para lanches ou fast food.
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O frete normalmente varia entre R$ 5 e R$ 15, podendo ser reduzido ou eliminado em promoções.
Entretanto, promoções, cupons e assinaturas conseguem reduzir essa diferença, principalmente para quem utiliza o serviço de forma pontual e planejada. Os clubes de assinaturas variam de preço, podendo começar em R$ 13,90, a depender do aplicativo.
Ao ser membro desses clubes, os consumidores têm acesso a cupons como frete grátis e descontos no valor da refeição, que podem ser um percentual do preço ou abatimento pré-definido. “O principal cuidado é que essas ofertas costumam estimular o aumento da frequência de consumo.
Na prática, o consumidor pode economizar em pedidos individuais, mas acabar elevando o gasto total mensal se não houver planejamento”, comenta Carol Stange, educadora financeira.
É importante ressaltar que a renda do consumidor influencia significativamente a escolha. Uma pessoa com renda de dois salários-mínimos provavelmente optará por consumir via delivery aos finais de semana, enquanto uma família com renda de mais de cinco salários-mínimos poderá optar por alguns dias da semana também pela praticidade. “Já uma pessoa ou família que possui renda de mais de cinco salários-mínimos optará possivelmente por alguns dias da semana também pela praticidade e porque nesta faixa de renda as proporções de gastos com alimentação são menores em relação ao total da renda do que a média de renda nacional”, diz Rodrigo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio.
Em última análise, a decisão entre cozinhar em casa ou pedir delivery depende de uma análise cuidadosa das necessidades e possibilidades financeiras de cada família. As marmitas por assinatura surgiram como uma alternativa para equilibrar custo e conveniência, oferecendo maior previsibilidade de gasto ao consumidor. “É totalmente possível ter uma marmita completa e nutritiva por cerca de R$ 20,00. É um valor muito competitivo, que fica no meio do caminho entre o custo de cozinhar tudo do zero e o preço de um prato de restaurante via delivery”, comenta Stange. “Acredito que as famílias devem primeiro entender quanto da renda possuem disponibilidade para gastar com alimentos fora do lar, para que este gasto não consuma parte dos valores que seriam destinados à educação, medicamentos, lazer e gastos fixos da residência, entendendo isto a pessoa consegue equilibrar a renda e não ficar endividado”, diz Simões.
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