Familiares de presos políticos iniciaram, neste sábado (14), uma greve de fome em Caracas, buscando pressionar por mais liberações. A ação se segue ao adiamento de dois dias na aprovação de uma lei histórica de anistia. Durante a madrugada, 17 presos políticos foram libertados das celas da Polícia Nacional, conhecidas como Zona 7, na capital venezuelana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cerca de dez mulheres, vestidas com máscaras, se posicionaram em fila na entrada da Zona 7, onde familiares já acampam há mais de um mês, e deixaram uma lista com os nomes dos grevistas. A situação é delicada, com os familiares buscando garantir que o processo de libertação seja efetivado.
Pedidos e Circunstâncias
Os manifestantes exigem que a libertação de todos os presos políticos seja concretizada o mais rápido possível. Evelin Quiaro, de 46 anos, funcionária do serviço de migração e mãe de um preso político, relatou que a última refeição foi às 1h da manhã, com biscoitos e presunto. “Realmente não estamos preparadas, nunca fiz isso na vida”, confessou Quiaro, evidenciando a dificuldade da situação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Situação Atual e Promessas
O filho de Quiaro, detido desde novembro de 2025, enfrenta acusações de terrorismo, associação criminosa e financiamento ao terrorismo. A pressão por respostas concretas sobre a libertação dos detidos é constante. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, já se pronunciou sobre o assunto, prometendo corrigir erros e adiantando que a lei de anistia será aprovada em breve.
Ações e Próximos Passos
Diante da demora na aprovação da lei, alguns familiares optaram por acorrentar-se em frente à Zona 7. A greve de fome surge como uma medida drástica, buscando garantir que a situação seja resolvida. A próxima sessão legislativa está prevista para 19 de fevereiro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
