Mito: Metade da População Brasileira Depende de Auxílios Governamentais
Uma afirmação que circula nas redes sociais – “50% dos brasileiros dependem de programas de transferência de renda” – é falsa e pode gerar interpretações equivocadas sobre a realidade da vulnerabilidade no Brasil. A checagem do Estadão Verifica aponta que essa porcentagem é um mito, alimentado por uma confusão entre o número de pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e o número de beneficiários reais desses programas.
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Por que essa informação é perigosa? Afirmações falsas sobre a “dependência” da população podem estigmatizar famílias em situação de vulnerabilidade, distorcer o debate público sobre políticas de assistência social e ocultar o fato de que muitos brasileiros precisam de auxílio devido a salários insuficientes para sair da linha da pobreza.
A Realidade dos Programas Sociais: O programa CadÚnico, que identifica famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, atende cerca de 19 milhões de famílias. Mesmo multiplicando esse número pela média de pessoas por residência, o alcance dos programas sociais não se aproxima de metade da população brasileira (203 milhões de habitantes).
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O CadÚnico não é um Benefício Direto: É importante ressaltar que estar no cadastro não significa automaticamente receber dinheiro. O CadÚnico é uma base de dados utilizada para diversos serviços, como a Tarifa Social de Energia Elétrica, e muitos inscritos não recebem qualquer transferência direta de rendimento.
Trabalho e Renda: A maior parte da renda das famílias brasileiras provém do trabalho, seja ele formal ou informal. A necessidade de auxílio governamental surge, em muitos casos, devido a salários baixos que não permitem a saída da pobreza.
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Veredito: É falso que 50% da população brasileira dependa de programas de transferência de renda. Os programas sociais funcionam como uma rede de proteção para uma parcela específica da população, e não para a maioria dos brasileiros.
Sobre a Autora: Lilacunha é jornalista com formação em jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) desde 2018. Ela possui experiência na produção de matérias sobre direitos e benefícios sociais, com foco no universo econômico em escala nacional.
