Estudo da Falcon Windsor e Insig AI revela que IA ganha espaço em relatórios corporativos, mas uso é limitado. 40 empresas do FTSE britânico testam ferramenta
Um estudo conjunto da Falcon Windsor e da Insig AI revelou que a inteligência artificial está ganhando espaço nas corporações, mas seu uso na produção de relatórios anuais, financeiros e de sustentabilidade ainda é limitado. A análise, que envolveu 40 empresas do índice FTSE britânico, cinco investidores institucionais e uma agência de proxy, identificou um cenário de experimentação controlada, com governança limitada e preocupações sobre precisão e autenticidade.
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A pesquisa analisou mais de 21 mil documentos publicados entre 2021 e 2024, além de grupos focais com executivos responsáveis pela elaboração desses materiais entre junho e novembro de 2024.
O levantamento revelou que o número de companhias que mencionam inteligência artificial mais que dobrou entre 2021 e 2024. Em 2024, 68% dessas empresas fizeram alguma referência à IA em seus documentos, um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
No entanto, apenas dois casos de uso de inteligência artificial foram identificados na criação de imagens para relatórios, e nenhum relacionado ao processo de elaboração do conteúdo textual propriamente dito.
A maioria das empresas está usando ou testando IA de alguma forma, mas quando se trata de relatórios corporativos e de sustentabilidade, o uso ainda é muito limitado, conforme observado por Claire Bodanis, fundadora da Falcon Windsor e líder da pesquisa.
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Essa cautela reflete questões técnicas, mas também responsabilidade legal e confiança dos investidores. As discussões sobre IA nas empresas se concentram principalmente em riscos operacionais, estratégia corporativa e eficiência/automação.
O estudo propõe um princípio guia, tratando a IA como um “estagiário precoce” – brilhante, capaz e eficiente, mas com experiência limitada e um perfil propenso a excesso de confiança. A ferramenta pode ser útil para tarefas administrativas, como resumir reuniões, criar transcrições, redigir atas, e para alguns tipos de edição e rascunho de conteúdo rotineiro.
No entanto, há limites claros: a IA não deve escrever opiniões de gestão nem fazer projeções sobre o futuro da empresa sozinha, e nenhuma seção pode ser finalizada sem verificação humana rigorosa.
Apesar dos avanços potenciais, o documento alerta que as empresas precisam desenvolver estruturas mais robustas de governança antes que a IA possa ser plenamente integrada ao processo de elaboração de relatórios. Isso inclui políticas claras sobre quando e como usar essas ferramentas, treinamento adequado para equipes e mecanismos para documentar e verificar o uso.
A pesquisa também destaca a importância da transparência, com a maioria dos participantes acreditando que seus públicos teriam menos confiança em relatórios criados por IA do que por pessoas.
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