Faixa Azul: Desastre no Trânsito de SP? Estudo aponta aumento de mortes de motociclistas! 😱
Um estudo chocante da USP, UFC e Vital Strategies revela que a Faixa Azul em SP triplicou os acidentes fatais de motociclistas! A “pista livre” incentivou velocidade e risco. Saiba mais!
Um estudo realizado em parceria entre a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Cordial, com a consultoria da Vital Strategies, revelou um efeito inesperado da Faixa Azul, implementada em 2022 na capital paulista.
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A iniciativa, que visava organizar o trânsito em cruzamentos, resultou em um aumento de 100% a 120% nos acidentes fatais envolvendo motociclistas nesses locais. O estudo, que analisou dados de 2022 a 2025, demonstra que, apesar da sinalização, a faixa azul promoveu um efeito de “pista livre”, incentivando os motociclistas a acelerarem, principalmente nos cruzamentos.
Os dados mostram que, após a implantação da Faixa Azul, a velocidade média das motocicletas nas vias sinalizadas subiu de 58,3 km/h para 72,2 km/h. Surpreendentemente, 96% dos motociclistas trafegavam acima de 50 km/h e 81% acima de 60 km/h. Essa mudança de comportamento contribuiu para o aumento dramático das fatalidades, que dobraram nos cruzamentos, mesmo com a aparente organização do trânsito.
O coordenador do estudo, o professor Mateus Humberto da Escola Politécnica da USP, explicou que a faixa, ao oferecer mais fluidez, transformou-se em um corredor de aceleração, com impactos graves a velocidades de 70 ou 80 km/h.
O estudo também identificou um paradoxo: a sensação de maior segurança proporcionada pela Faixa Azul parece ter levado os motociclistas a adotarem comportamentos mais arriscados, como aumentar a velocidade. Um dos entrevistados relatou: “Mais espaço é mais tranquilo. Às vezes os carros estão muito juntos.
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Você acaba tentando desviar e batendo em algo. Caindo, sabe? Esse espaço mais livre ajuda. Ajudou muito”. Essa percepção de segurança, portanto, contribui para o aumento da exposição a acidentes graves, especialmente nos cruzamentos.
A prefeitura de São Paulo, por sua vez, lamenta que o estudo não considere dados oficiais que, segundo a administração, indicam redução das mortes de motociclistas nas vias com Faixa Azul entre 2022 e dezembro de 2025, de 29 para 22 casos. Além disso, a administração municipal afirma que houve queda nas ocorrências com feridos, de 1.009 para 810, e nos atropelamentos com feridos, de 61 para 39.
A velocidade média das motocicletas nessas vias foi de 49,5 km/h, dentro do limite regulamentado. No entanto, dados consolidados apontam crescimento dos sinistros fatais envolvendo motocicletas desde o início da Faixa Azul: foram 446 mortes em 2022, 438 em 2023, 525 em 2024 e 536 em 2025.
O relatório conclui que a demarcação de solo, isoladamente, é insuficiente para garantir a segurança viária. Análises com uso de drones e ferramentas de georreferenciamento indicam que as marcações criam um efeito de “pista livre”, estimulando, de forma inadvertida, velocidades muito acima do limite legal. Ezequiel Dantas, diretor de Vigilância de Lesões no Trânsito da Vital Strategies, ressalta a necessidade de cautela ao expandir o projeto, defendendo medidas como gestão de velocidade e fiscalização como mais eficazes na prevenção de mortes.
A discussão sobre o futuro da Faixa Azul se intensifica, com a Secretaria Nacional de Trânsito aguardando evidências técnicas para definir se a Faixa Azul será regulamentada e incorporada à legislação nacional de trânsito.
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