Ao longo do último trimestre de 2025, diversas grandes empresas anunciaram mudanças em seus cargos executivos de alto escalão. Essa movimentação reflete um cenário complexo, impulsionado por desafios operacionais, resultados abaixo do esperado e novas estratégias de crescimento.
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Segundo Luiz Marcatti, presidente da Mesa Corporate Governance e Conselheiro de Administração, a renovação no C-Level indica um reposicionamento estratégico das empresas.
Hapvida e a Busca por Novos Caminhos
Na Hapvida (HAPV3), Jorge Pinheiro deixou o cargo de CEO para assumir o papel de chairman executivo, com Luccas Augusto Adib, anteriormente CFO, assumindo o comando. A decisão ocorreu em um período de revisão de produtos, cortes de custos e incertezas financeiras, com a empresa enfrentando uma alta dívida e perda de confiança do mercado.
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Analistas do Bradesco BBI e Safra apontam um impacto misto, com potencial para ganhos operacionais, mas também riscos associados à instabilidade.
IMC e a Reestruturação Operacional
A IMC (MEAL3) passou por uma mudança de controle com a Faro Capital, que em três anos implementou a venda de ativos, reduziu a alavancagem e simplificou operações. A sucessão será concluída em fevereiro com a chegada de Fernando Cesar Calamita, ex-GRSA, com foco em expansão disciplinada e fortalecimento das marcas próprias, como o Frango Assado.
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Segundo Marcatti, a mudança visa fortalecer o desempenho financeiro e operacional, com a expectativa de novas estruturas na gestão.
Grupo Pão de Açúcar e a Busca por Rentabilidade
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR), após a saída do Casino e a chegada da família Coelho Diniz, viu Rafael Russowsky, que atuava como CEO interino, deixar o cargo em janeiro. Santoro, ex-IMC, assumiu a presidência com a missão de reorganizar as operações e recuperar a rentabilidade, diante da pressão de atacarejos e margens estreitas.
Para Marcatti, a transição vai além da troca no comando, com expectativas de mudanças estruturais na cultura e modelo de gestão.
Stone e a Reconfiguração Estratégica
Na Stone (STOC34), Mateus Scherer, atual CFO e um dos primeiros executivos da empresa, assume a presidência do conselho. Segundo Marcatti, essa troca faz parte de um movimento mais amplo, refletindo o novo momento da companhia após a venda da Linx e abrindo espaço para novas visões estratégicas e ajustes profundos na atuação do C-Level.
Brava Energia e a Consolidação Operacional
Na Brava Energia (BRAV3), Richard Kovacs, então presidente do conselho, assume o comando. A empresa afirma que a sucessão já estava planejada e mantém o foco em disciplina de capital, eficiência e continuidade operacional, num momento em que a produção nos campos recuperados começa a maturar.
A mudança reflete a necessidade de um foco em crescimento e consolidação da performance operacional.
