Executivos petrolíferos alertam para riscos na Venezuela e cautela de Trump

Executivos de empresas petrolíferas americanas alertam para riscos na Venezuela. CEO da Exxon Mobil e Chevron avaliam que país não é ambiente investível

10/01/2026 13:03

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(Imagem de reprodução da internet).

Executivos de grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos demonstraram cautela diante das declarações do presidente Donald Trump, que incentivava o setor a investir no país. O CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, afirmou que, com as condições atuais, a Venezuela não é um ambiente investível.

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Essa avaliação foi apresentada em uma reunião na Casa Branca, com a participação de cerca de 20 representantes da indústria, convocada após a captura de Nicolás Maduro.

Riscos Legais e Comerciais

Apesar do discurso otimista do governo, os executivos apontaram que os riscos jurídicos, comerciais e políticos ainda impedem compromissos financeiros de longo prazo. Eles ressaltaram a necessidade de mudanças profundas nas leis e regulamentos venezuelanos, devido a experiências negativas, como a confiscação de ativos da Exxon Mobil em duas ocasiões.

Compromisso da Chevron

Após a reunião, o presidente Trump declarou que “formamos um acordo”. O secretário de Energia, Chris Wright, mencionou a Chevron como o único compromisso concreto. Mark Nelson, vice-presidente do conselho da Chevron, informou que a companhia produz atualmente cerca de 240 mil barris por dia na Venezuela e pode aumentar esse volume em aproximadamente 50% nos próximos 18 a 24 meses.

Outras Perspectivas

Harold Hamm, fundador da Continental Resources, expressou entusiasmo em relação à perspectiva exploratória, mas destacou a alta exigência de investimento e o tempo necessário para a maturação dos projetos. Outros executivos, como Bill Armstrong, viam a Venezuela como um ativo imobiliário subvalorizado com potencial a longo prazo.

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Desafios da Infraestrutura

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, porém, sua produção caiu drasticamente devido ao abandono, à saída de empresas estrangeiras e à deterioração da infraestrutura. A recuperação da produção, que envolve a limpeza de danos ambientais, a reconstrução de plataformas e oleodutos, e a substituição de equipamentos, demandaria investimentos significativos e levaria anos para se concretizar.

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