Executivos Debatem: Sustentabilidade Brasileira Acelera, Mas Cadeia de Fornecedores Fica Estagnada

Empresas Brasileiras Avançam em Sustentabilidade, Mas Desafios Persistem na Cadeia de Fornecedores
Em 2025, as empresas brasileiras que fazem parte do Pacto Global da ONU demonstraram avanços significativos em áreas cruciais como clima, diversidade e governança. No entanto, a questão da cadeia de fornecedores continua sendo um ponto de estagnação, conforme revelado pelo Relatório Ambição 2030, divulgado durante um evento no MASP em São Paulo.
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Quatrocentas e cinquenta executivos participaram do debate, buscando soluções para acelerar a implementação da agenda de sustentabilidade.
Avanços da Rede e Compromissos Declarados
A rede alcançou 389 empresas formalmente comprometidas com a agenda da ONU, representando um aumento de 11% em relação a 2024. Mais de 2 mil metas públicas foram declaradas, indicando um engajamento crescente. Guilherme Xavier, diretor executivo do Pacto Global da ONU, destacou que o setor privado saiu da fase de intenções e entrou na etapa de consolidação de dados confiáveis e monitoramento contínuo.
O Movimento Ambição Net Zero registrou uma redução acumulada de 87,35 milhões de toneladas de carbono nos últimos quatro anos, um indicador de maturidade técnica.
Progressos em Biomas e Liderança de Mulheres
O relatório anuncia a transformação do Movimento Impacto Amazônia em Movimento Impacto Biomas, ampliando o escopo para além da floresta amazônica e incorporando todos os ecossistemas críticos do país. Na agenda social, o Movimento Elas Lideram 2030 se consolidou como o maior da rede, com 145 empresas signatárias, superando a meta de 30% de mulheres em cargos de alta liderança – a média alcançada foi de 42%.
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Essa conquista motivou a expansão da meta para 50% até 2030, com uma perspectiva interseccional que considera raça, deficiência e orientação sexual.
Desafios na Cadeia de Fornecedores
Apesar dos avanços, um obstáculo significativo persiste: o engajamento da cadeia de valor. 26% das organizações identificaram esse desafio como o maior, enquanto apenas 3% das empresas conseguiram treinar integralmente seus fornecedores em integridade e anticorrupção.
Em relação à remuneração de funcionários, 23% das empresas garantem remuneração adequada para seus próprios funcionários, mas não há mensuração do impacto sobre terceirizados. Mônica Gregori, diretora de Impacto e Comunicação do Pacto Global da ONU, enfatiza a necessidade de ir além dos compromissos e revelar a implementação prática.
O relatório também aponta limitações orçamentárias, citadas por 23% das organizações como um obstáculo relevante, o que ajuda a explicar a falta de transformação sistêmica na cadeia produtiva. A trajetória regulatória brasileira, com a aprovação do marco regulatório para companhias abertas em 29 de maio, contrasta com a tendência global de adoção dos padrões IFRS S1 e S2 por mais de dez países nos últimos dois anos.
Legados da COP30 em Belém
A Conferência das Partes sobre a Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém, deixou diversos legados para a cidade e para o país. O Museu das Amazônias, projetado para ser um dos principais focos da conferência, aborda temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas.
A Estação das Docas, inaugurada em 2000, continua sendo um ponto turístico importante, reunindo restaurantes e um terminal de passageiros.
O Porto Futuro, transformado em um polo cultural, também é um legado da COP30. Além disso, a Nova Doca, revitalização de um trecho da Avenida Visconde de Souza Franco, e o Mercado de São Brás, com seus 80 espaços gastronômicos, representam novas opções para moradores e turistas.
A Avenida Duque de Caxias, reformada para acesso ao Parque da Cidade, e o Porto de Outeiro, com sua capacidade para receber grandes navios, são outros legados da conferência, com potencial para impulsionar o turismo na região amazônica.
O Ver-o-Peso, com seu açaí e peixe frito, permanece um ícone da cultura local, e o mercado foi parcialmente reformado para a COP30, atraindo visitantes durante a conferência. O Mercado de São Brás, com sua variedade gastronômica, se tornou um novo ponto de interesse para a população e turistas.
A Avenida Duque de Caxias, reformada para acesso ao Parque da Cidade, também é um legado da COP30, e o Porto de Outeiro, com sua capacidade para receber grandes navios, será um importante hub de turismo para a Amazônia.
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