Executivos alertam para possível queda de até 15% nos mercados de ações, com foco em tecnologia e risco de nova bolha. Alerta do Morgan Stanley e Goldman Sachs na Cúpula Global de Investimentos em Hong Kong
Grandes nomes do setor financeiro americano, incluindo os CEOs do Morgan Stanley e do Goldman Sachs, emitiram um alerta sobre a possibilidade de uma queda de até 15% nos mercados de ações. A preocupação surge devido ao elevado nível das avaliações das empresas de tecnologia e ao ritmo acelerado das bolsas dos Estados Unidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A avaliação foi feita durante a Cúpula Global de Investimentos, com a presença de líderes financeiros em Hong Kong.
O presidente-executivo do Morgan Stanley, Ted Pick, estimou que os mercados podem sofrer uma correção de 10% a 15% mesmo sem um gatilho macroeconômico específico. Ele comparou o atual ritmo de valorização das bolsas com períodos de euforia, como o registrado no final dos anos 1990.
David Solomon, CEO do Goldman Sachs, ressaltou que as empresas de tecnologia já operam com múltiplos elevados, embora esse cenário não se repita em todos os setores. Segundo ele, fases prolongadas de otimismo podem sustentar os mercados por algum tempo, mas eventos inesperados podem rapidamente alterar o sentimento dos investidores e provocar quedas.
Na sessão desta terça-feira, o Dow Jones registrou uma queda de 0,53%, o S&P500 apresentou uma queda de 1,17% e a Nasdaq recuou 2,04%. O índice de volatilidade CBOE (VIX), conhecido como “medidor do medo”, se aproximou de seu pico em duas semanas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A desvalorização das ações da , que caiu 7,94% após projeção de receita considerada aquém das expectativas, contribuiu para o movimento. As gigantes de tecnologia também registraram perdas: Nvidia recuou 3,96%, Alphabet 2,13% e Microsoft 0,5%.
O forte valorização das ações ligadas à inteligência artificial tem gerado comparações com a bolha das empresas “ponto-com”. Estimativas do Citigroup indicam que os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial podem ultrapassar US$ 2,8 trilhões até 2029, impulsionados pelas grandes empresas de tecnologia.
No entanto, investidores como — conhecido pela aposta contra o mercado imobiliário antes da — alertam que “às vezes, vemos bolhas”. Apesar dos alertas, alguns analistas argumentam que o atual ciclo difere dos anos 2000, uma vez que as companhias líderes apresentam lucros consistentes e modelos de negócio mais consolidados.
O ambiente de incertezas geopolíticas e tensões fiscais continua sendo uma fonte de volatilidade nos mercados.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!