Ex-Senador e Prefeito de Petrolina no Epicentro da Operação Lava Jato!

Polícia Federal expande operação Lava Jato com foco em Petrolina! Ex-senador e ex-prefeito são investigados. Desvio de emendas parlamentares e Liga Engenharia sob suspeita. Clique e saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Operação Lava Jato Expande Investigação com Desvio de Emendas em Petrolina

A Polícia Federal, em decisão autorizada pelo ministro do STF na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, intensificou a investigação sobre um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. A operação mira o ex-senador (MDB-PE) e seus familiares: o ex-prefeito de Petrolina (PE) (União Brasil) e o deputado (União Brasil-PE).

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Atualmente, a PF está cumprindo 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

A investigação aponta para a formação de uma organização que envolvia agentes públicos e privados. O esquema teria se baseado no direcionamento de licitações para uma empresa ligada ao grupo. Além do ex-senador e de seus filhos, a operação também investiga o empresário Pedro Garcez, que possui laços familiares com Fernando Bezerra.

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A Liga Engenharia, empresa de Garcez, teria sido favorecida em licitações com a Prefeitura de Petrolina. Uma residência ligada ao empresário, localizada em Salvador (BA), também foi alvo da busca e apreensão.

Segundo a decisão do ministro Dino, as investigações revelam que a empresa recebeu R$ 189 milhões da Prefeitura de Petrolina durante as gestões de Miguel Coelho e de seu vice (União Brasil), atual prefeito. Parte desses recursos foi enviada por meio de emendas parlamentares de Fernando Bezerra e Fernando Filho.

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A unidade regional da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) também teria recebido parte dos valores. “As autoridades teriam direcionado verbas federais, via emendas parlamentares e/ou termos de execução descentralizada, ao município de Petrolina (PE) e à unidade regional da Codevasf nele sediada, para custear contratos celebrados com a sociedade Liga Engenharia Ltda., de propriedade de familiares seus, o que indiciaria a ocorrência de enriquecimento ilícito cumulado ao desvio de valores públicos”, diz trecho da decisão.

As investigações também indicam que Fernando Bezerra manteve influência no Ministério do Desenvolvimento Regional (antigo Ministério da Integração Nacional) mesmo após deixar a pasta em 2013. Ele teria influenciado a nomeação de dirigentes e a liberação de emendas.

“Os elementos coletados indicam que, mesmo anos após haver deixado a gestão do Ministério, o então senador Fernando Bezerra Coelho, como também o deputado federal Fernando Filho, continuaram a exercer grande influência naquele órgão, principalmente na liberação de recursos por meio de emendas parlamentares e TEDs destinados a essa companhia e, ainda, na execução de contratos desses repasses”, disse Dino.

O ministro também destacou a “ascensão meteórica” da Liga Engenharia. Em 2017, a empresa era a 27ª maior fornecedora da cidade de Petrolina, com R$ 1,3 milhão em emendas empenhado. Em 2024, a empresa alcançou a 1ª colocação, com R$ 55 milhões em empenho.

O Poder360 procurou os citados na decisão de Dino para obter manifestações sobre a operação. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta.

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