Um tribunal sul-coreano julgou e condenou o ex-líder a prisão perpétua nesta quinta-feira, 19, por seu papel em uma insurreição. O juiz Ji Gwi-yeon, do Tribunal do Distrito Central de Seul, enfatizou a falta de arrependimento demonstrado pelo réu durante o julgamento.
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A decisão reflete as graves consequências sociais decorrentes da declaração de lei marcial.
Detalhes da Sentença e Argumentos do Juiz
O magistrado salientou que a sentença de prisão perpétua é justificada pela natureza das ações do réu. O juiz Ji Gwi-yeon considerou que a lei marcial, resultante das ações de Yoon, gerou custos sociais significativos e não apresentou evidências de remorso por parte do acusado.
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Acusações e Contexto da Crise
Yoon, de 65 anos, está detido e acusado de crimes que incluem insurreição e obstrução da Justiça. A crise na Coreia do Sul remonta a dezembro de 2024, quando o ex-presidente anunciou a lei marcial em um discurso transmitido pela rede nacional, alegando a necessidade de combater “forças antiestatais”.
Ações e Reversão da Lei Marcial
O então presidente ordenou o envio de militares para a sede do Legislativo com o objetivo de silenciar opositores políticos. A lei marcial foi suspensa seis horas após sua implementação, após deputados, com apoio de manifestantes, romperem o cerco das forças de segurança e votarem em regime de urgência para reverter a medida.
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Reações e Defesa do Acusado
Yoon negou as acusações, afirmando que suas ações buscavam “proteger a liberdade” e restaurar a ordem constitucional, diante do que ele descreveu como uma “ditadura legislativa” liderada pela oposição. Ele já havia sido condenado a cinco anos de prisão por outras acusações.
Reações Públicas e Segurança
Milhares de apoiadores se reuniram diante do tribunal em Seul, exibindo cartazes com pedidos de retirada das acusações. Centenas de policiais foram mobilizados para evitar distúrbios. A situação demonstra a polarização política persistente na Coreia do Sul.
