Ex-presidente Maduro comparece ao tribunal em Nova York. Trump anuncia operação militar e captura de Maduro, além de gestão temporária da Venezuela
O ex-presidente da Venezuela (PSUV, esquerda) compareceu, pela primeira vez, a um tribunal em Nova York na segunda-feira (5.jan.2026). A aparição ocorreu dois dias após sua captura pelas forças norte-americanas, sob o governo (Partido Republicano).
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O caso envolve acusações de narcoterrorismo, importação de cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados a armas.
A acusação detalha as imputações criminais que pesam sobre os réus, baseadas em investigações da (Agência de Combate a Drogas). As principais acusações incluem conspiração de narcoterrorismo, com Maduro, Cabello e Chacín apontados como réus.
A acusação sustenta que esses três indivíduos conspiraram por mais de 25 anos para violar a Lei de Drogas dos EUA, com o objetivo de distribuir “5 kg ou mais” de cocaína.
A acusação também aponta que os réus tinham conhecimento de que o dinheiro do tráfico iria para organizações estrangeiras designadas como terroristas pelos EUA – TdA, Farc, ELN e os cartéis mexicanos. A acusação afirma que, mesmo que os crimes tenham ocorrido fora dos EUA, a pena pode ser aplicada em território norte-americano, devido ao envolvimento no tráfico de drogas para dentro dos Estados Unidos (importação).
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O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o ex-presidente e a primeira-dama. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, justificou a ação, afirmando que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan).
A operação envolveu ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro.
A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos. Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do da (Organização das Nações Unidas).
No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump anunciou aos jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela. A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível.
Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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