Ex-Presidente do INSS e Outros são Detidos em Operação da PF Contra Esquema de Descontos

Polícia Federal prende ex-presidentes e diretores do INSS em operação contra esquema de descontos irregulares. Ministro André Mendonça autoriza investigação.

13/11/2025 19:22

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

PF Prisona Ex-Lideres do INSS em Fase da Investigação de Esquema de Descontos

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (13.nov.2025), a quarta fase de uma investigação que apura um esquema de descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, resultou na prisão de nove pessoas.

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Entre os detidos está Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, afastado do cargo desde abril. O cargo foi ocupado por Glauco Wamburg, que foi demitido por suspeitas de irregularidades. A investigação também envolve outros ex-diretores, procuradores e empresários ligados à Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares).

Principais Detidos

Os investigados podem responder por inserção de dados falsos em sistemas públicos, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação patrimonial.

  • Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS
  • Antônio Carlos Antunes Camilo, o “Careca do INSS”
  • André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS
  • Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS
  • Thaisa Hoffmann, empresária e esposa de Virgílio
  • Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT)
  • Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Conafer
  • Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário ligado à Conafer
  • Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, também ligado à Conafer

Reações e Declarações

A defesa de Alessandro Stefanutto afirmou que a prisão é “completamente ilegal”, alegando que ele não causou embaraço à investigação e colaborou desde o início. O advogado Euclydes Pettersen expressou confiança na inocência do ex-presidente.

O procurador-geral do INSS, Carlos Roberto Ferreira Lopes, não foi localizado e continua sendo procurado pela Polícia Federal. Ele foi acusado de falso testemunho na CPMI do INSS.

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Investigação em Andamento

Os agentes cumprem 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva em diversos estados do Brasil. A investigação busca esclarecer os desvios de recursos e a organização do esquema de descontos irregulares nos benefícios do INSS. A Polícia Federal continua aprofundando as investigações, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

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