Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, detalhou irregularidades em transações com a Tirreno. Investigações da PF apuram esquema bilionário. Ministro Toffoli preside o caso
Em depoimento à Polícia Federal, datado de 30 de dezembro de 2025, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), afirmou que não pagou integralmente a Tirreno pelas carteiras de créditos em que atuou como intermediário. Costa detalhou que buscou uma aproximação com a publicação para tentar obter acesso à documentação relacionada às operações.
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O depoimento relata dificuldades enfrentadas para obter informações diretamente do banco de Daniel Vorcaro. Ele mencionou uma tentativa de contato com a Tirreno para comunicar que o BRB havia adquirido créditos da publicação. A reunião, que teria ocorrido em 28 de maio, no BRB, contou com a presença de André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto.
Costa explicou que os empresários ligados à Tirreno estavam dispostos a recomprar os créditos. Segundo ele, duas opções foram consideradas: a substituição das carteiras com o Master, devido à obrigação contratual de correção de vícios, ou a compra direta por parte da Tirreno.
O contrato entre Master e Tirreno foi formalizado em 5 de dezembro de 2024, regulamentando uma parceria na compra de operações de crédito consignado originadas ou intermediadas pela Tirreno. O documento estabelecia um sistema de responsabilidades, seguros e auditorias, permitindo ao Master requisitar a correção, substituição ou recompra de créditos em caso de não conformidade ou contestação.
A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro. Os suspeitos envolvidos são os sócios do Master e fundos de investimento. O caso está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, devido a indícios de envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro.
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As investigações revelam um esquema de venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs, que financiavam fundos de investimento, com o banco sendo o único cotista. O Ministério Público Federal (MPF) alega que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros.
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