Ex-Ministro Raul Jungmann homenageado após falecimento aos 73 anos

Ex-ministro Raul Jungmann é homenageado após falecimento aos 73 anos. Familiares e amigos prestaram homenagem ao ex-ministro Raul Jungmann, falecido aos 73 anos. Autoridades, incluindo Gilmar Mendes, homenagearam a trajetória de Jungmann

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(Imagem de reprodução da internet).

Ex-Ministro Raul Jungmann é homenageado após falecimento aos 73 anos

Familiares e amigos prestaram homenagem ao ex-ministro Raul Jungmann, falecido aos 73 anos. A despedida ocorreu na capela 1 do cemitério Campo da Esperança, em Brasília, onde o corpo foi cremado. Jungmann estava internado no Hospital DF Star, onde recebia tratamento por um câncer no pâncreas, diagnosticado no segundo semestre de 2024.

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Nas últimas semanas, permaneceu em casa sob cuidados paliativos, mas foi readmitido no hospital no fim de semana anterior ao seu falecimento.

Reações de Autoridades e Colegas

A cerimônia de despedida contou com a presença de autoridades do meio político brasileiro, incluindo o ministro do STF Gilmar Mendes, que destacou as “múltiplas contribuições” de Jungmann ao país, especialmente no setor de mineração. Gilmar Mendes afirmou que Jungmann “tira essa ideia de que o setor de mineração é uma área ruim ou negativa e passa a promover o diálogo com os ambientalistas”.

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O ministro também expressou admiração pela atuação de Jungmann ao lado do governo Fernando Henrique.

Outros líderes, como o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Viana, e o vice-presidente do Ibram, general Fernando Azevedo e Silva, também prestaram homenagem. Jorge Viana considerou a morte de Jungmann “uma perda muito grande”, ressaltando sua capacidade de manter um diálogo amplo.

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Fernando Azevedo e Silva, por sua vez, destacou o legado de Jungmann na política e no setor mineral, mencionando sua atuação como presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Trajetória Política e Cargos Públicos

Raul Jungmann iniciou sua trajetória política como secretário de Planejamento do Governo de Pernambuco, entre 1990 e 1991, no governo de Miguel Arraes (PSB). Durante a ditadura militar, foi filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que era de oposição ao regime.

Ao longo de sua carreira, ocupou diversos cargos públicos, incluindo a presidência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o Ministério Extraordinário de Política Fundiária e a presidência do Desenvolvimento Agrário.

Também foi deputado federal por três mandatos (2002, 2006 e 2014), filiado ao MDB e depois ao PPS. Durante sua atuação, assumiu diversas comissões da Câmara, como Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e foi convidado pelo ex-presidente Michel Temer a comandar o ministério da Segurança Pública.

Sua atuação no Congresso e sua posição crítica ao governo de Dilma Rousseff (PT) o gabaritaram a assumir o ministério da Segurança Pública, desmembrado do ministério de Temer. Ficou à frente da pasta de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019. Como ministro, ajudou na articulação do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), aprovado em 2018, e defendido pelo atual governo para ser constitucionalizado, na PEC da Segurança.

Contribuições no Setor de Mineração

Nos últimos anos, Jungmann se consolidou como um dos nomes mais importantes dentro do setor mineral brasileiro, contribuindo na construção de pontes entre o setor regulado e o poder público. Seu trabalho à frente do Ibram deixa um legado inestimável para o país, trazendo avanços significativos em temas como mineração responsável e transição energética.

Mauro Sousa, diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, resumiu a importância de Jungmann, destacando sua atuação na construção de diálogo entre o setor e o poder público. Em junho de 2025, Jungmann afirmou que a demanda global por minerais triplicará com a alta do uso de baterias e outros equipamentos associados à energia renovável. “A mineração precisa ser mais intensa no Brasil”, afirmou na época.

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