Em uma análise recente, um ex-funcionário de carreira do Departamento de Estado dos EUA, sócio-fundador da Dinámica Américas, expressou incerteza sobre a estratégia de longo prazo para a Venezuela. O especialista destacou que o governo republicano inicialmente focou na exploração do petróleo, uma abordagem que ele descreveu como “um olhar do século 19”.
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Ele observou que diferentes equipes, lideradas pelo Secretário de Estado e outros membros do gabinete, estavam buscando abordagens distintas para a situação venezuelana, cada uma defendendo seus próprios interesses.
Divergências nas Abordagens Estratégicas
O ex-funcionário enfatizou que as prioridades entre as equipes do governo americano eram conflitantes. A visão inicial, centrada na indústria petrolífera, contrastava com outras perspectivas que visavam a estabilidade política e, eventualmente, uma evolução democrática no país.
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Ele ressaltou que a Casa Branca demonstrava satisfação com a situação atual, acreditando que os ganhos da indústria petrolífera seriam suficientes para alcançar os objetivos desejados.
Questionamentos sobre o Controle Retórico
No entanto, o especialista expressou ceticismo sobre a capacidade dos Estados Unidos de exercer controle efetivo sobre a Venezuela. Ele questionou a liberação de presos políticos, argumentando que a situação de controle poderia ser apenas retórica.
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Ele enfatizou que a realidade no terreno era diferente, indicando uma complexidade na situação política venezuelana.
Influência do Golfo e o Papel do Catar
O ex-funcionário apontou que Donald Trump considerou a visão dos países produtores de petróleo do Golfo para capturar Maduro. Ele mencionou que a presidente interina, (PSUV), e seu irmão e presidente do Parlamento venezuelano, (PSUV), tiveram um papel importante nas negociações com o Catar.
Ele ressaltou a influência dos países do Golfo na Casa Branca, indicando que a remoção de Maduro da equação favoreceria o Catar, os EUA e, potencialmente, a Venezuela.
Preocupações com o Crime Organizado e o Papel do Brasil
O especialista expressou preocupações sobre os ataques dos Estados Unidos ao crime organizado, considerando-os populares devido à situação enfrentada por muitos cidadãos da região. Ele questionou se os ataques seriam direcionados a navios, como nos Pacifico e Caribe, ou se envolveriam uma desmontagem mais profunda do crime organizado em nível empresarial.
Ele também mencionou que o Brasil poderia ter um papel na reconstrução da capacidade democrática da Venezuela, se as forças democráticas mudassem.
