Ex-diretor Heglehyschynton Valério Marçal alerta para “quebra inevitável” dos Correios, marcando crise financeira da estatal.
Em 25 de novembro de 2025, o ex-diretor financeiro e ex-presidente interino da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Heglehyschynton Valério Marçal, expressou sua preocupação com a situação financeira da estatal. Marçal declarou que “não há mais solução para recuperar as contas dos Correios, que irão quebrar ‘inevitavelmente’”.
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A fala ocorreu durante uma sessão da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor da Câmara.
Marçal comandou a estatal em um período de transição entre os governos de (PL) e (PT) em 2021. Ele atribuiu a crise à série de acordos judiciais firmados durante a gestão do presidente Fabiano Silva, que deixou o cargo em julho de 2025 após o reconhecimento de prejuízos nas contas da empresa.
A situação se agravou com a chegada de Emmanoel Rondon ao comando da estatal em setembro de 2025.
A empresa enfrentava uma instabilidade administrativa e fragilidade decisória, segundo Marçal. A assinatura de acordos judiciais para o pagamento de causas trabalhistas sem o devido julgamento contribuiu para a deterioração da situação financeira.
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Em 2024, os Correios registraram um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, com um patrimônio líquido negativo de R$ 4,4 bilhões, consolidando uma crise financeira histórica.
O déficit no início de 2025 atingiu R$ 424 milhões em janeiro, o maior para o mês na história da empresa. A situação foi considerada grave pelo Ministério da Fazenda, que alertou para a necessidade de uma reestruturação urgente. Projeções indicavam um déficit potencial de R$ 5,8 bilhões em 2025, representando um risco fiscal significativo para o Tesouro Nacional.
Para tentar conter o prejuízo, os Correios realizaram uma licitação de R$ 380 milhões para publicidade e implementaram um PDV (Plano de Desligamento Voluntário), com estimativa de economia de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano. A Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios argumentou que a empresa foi “sucateada” por gestões anteriores, devido a décadas de má gestão e subinvestimento, agravadas por políticas tributárias recentes sobre importações.
Segundo o ex-presidente dos Correios Fabiano Silva, parte do prejuízo era atribuída à “taxa das blusinhas”, que gerou um impacto de R$ 2,2 bilhões em 2024. A situação financeira dos Correios exigia atenção e medidas urgentes para evitar maiores perdas e garantir a sustentabilidade da empresa.
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