Ex-deputado Thiego Raimundo é preso em operação contra Comando Vermelho no Rio

Governador do Rio e ex-deputado Thiego Raimundo são alvos de operação contra o Comando Vermelho. Prisão preventiva é mantida pelo TRF-2. 132 mortes confirmadas.

29/10/2025 19:34

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(Imagem de reprodução da internet).

Investigação e Prisão Preventiva de Ex-Deputado em Operação Contra o Comando Vermelho

Internautas compartilharam, nesta quarta-feira (29.out.2025), fotos do governador do Rio de Janeiro, representando o PL, ao lado do ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como suspeito de fornecer armas ao Comando Vermelho.

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A situação gerou grande repercussão e intensificou as investigações sobre a organização criminosa.

Em 8 de setembro, a 1ª Seção Especializada do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) , por unanimidade, manteve a prisão preventiva do ex-deputado. A decisão se baseou em evidências que indicavam envolvimento de Thiego Raimundo em atividades ilícitas.

Segundo a investigação, Thiego Raimundo estava envolvido em lavagem de dinheiro e mantinha um estilo de vida luxuoso, residindo em um condomínio na Barra da Tijuca (RJ). A investigação detalhou as atividades financeiras suspeitas e o padrão de consumo do ex-deputado.

O ex-congressista também estabeleceu relações com líderes do grupo criminoso em comunidades como o Complexo do Alemão, da Maré e da Cidade de Deus. Essas conexões foram consideradas cruciais para a dinâmica do Comando Vermelho na região.

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De acordo com o processo, Thiego Raimundo adquiriu veículos de luxo, joias e equipamentos antitanque, visando dificultar ações policiais em áreas controladas pela facção. A aquisição desses itens representou um agravamento das acusações.

Operação Contenção e Reações do Governo

Nesta quarta-feira (29.out.2025), o governador do Rio de Janeiro classificou como “sucesso” a operação contra o CV (Comando Vermelho), realizada nos complexos da Penha e do Alemão na terça-feira (28.out). A ação se insere na operação denominada Contenção.

Até o momento, segundo a Defensoria Pública, são 132 mortes confirmadas em decorrência da operação. O governo estadual reconhece oficialmente 121 mortos, incluindo 4 policiais (2 civis e 2 militares).

“De vítima ontem, só tivemos esses 4 policiais, as verdadeiras vítimas”, afirmou Castro, em entrevista a jornalistas após reunião com autoridades de segurança pública. Ele disse ter “tranquilidade” para defender a operação e afirmou que os confrontos foram em áreas de mata.

“Não acredito que havia alguém passeando em área de mata em um dia de operação”, declarou. Ele afirmou que o Rio “sai na frente” no combate à criminalidade, mas que o problema é nacional. “Quem não sofre com segurança pública hoje sofrerá em breve”, disse.

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