EUA reavalia compra da Groenlândia após décadas. Governo Trump analisa aquisição da ilha dinamarquesa, rica em recursos naturais e estratégica no Ártico
Após recentes discussões, o governo americano, liderado pelo presidente Donald Trump, voltou a considerar a possibilidade de adquirir a Groenlândia. Uma fonte governamental indicou que a compra definitiva da ilha, pertencente à Dinamarca, é uma das opções sendo avaliadas.
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No entanto, a possibilidade de uma invasão militar também está sendo ponderada.
Estimativas sobre o valor da Groenlândia variam significativamente. Alguns cálculos apontam para um valor de US$ 1 trilhão, baseado na riqueza de seus recursos naturais inexplorados. Outros estudos, como o de Jacob Jensen, do American Action Forum, estimam um preço de compra próximo a US$ 200 bilhões, considerando o valor de mercado de minerais como neodímio e lítio.
A complexidade da avaliação se deve a diversos fatores, incluindo o potencial militar da ilha e sua localização estratégica no Ártico. Estimativas mais conservadoras, baseadas na compra do Alasca em 1867, sugerem um valor mínimo de US$ 24 bilhões, ajustado pela inflação.
A primeira oferta dos EUA para a Groenlândia, em 1868, foi de US$ 5,5 milhões. Em 1946, a oferta foi de US$ 100 milhões, que hoje equivalem a cerca de US$ 1,6 bilhão, ajustado pela inflação. Essa oferta, considerando o crescimento do PIB dos EUA, corresponde a US$ 12,9 bilhões.
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O governo americano argumenta que a Groenlândia é crucial devido às suas reservas de gás natural, petróleo, terras raras e cobre. A China domina atualmente o fornecimento global de minerais de terras raras, e a Groenlândia poderia fornecer uma fonte alternativa.
Além disso, a ilha está posicionada para se beneficiar das mudanças climáticas, com potencial para suprir a demanda por materiais utilizados em energias renováveis, como a Tesla.
Para Barry Scott Zellen, especialista em geopolítica do Ártico, a aquisição da Groenlândia, apesar de parecer improvável, possui uma lógica histórica e geopolítica. A compra unificaria o noroeste e nordeste do Ártico sob a proteção dos EUA, corrigindo uma fragilidade que persistiu desde a queda da Dinamarca para os nazistas e a Guerra Fria.
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