EUA mataram três indivíduos em um ataque a embarcações venezuelanas e revogaram a certificação antidrogas da Colômbia
A operação no Mar do Caribe ocorreu em águas internacionais, em ação justificada pela Casa Branca como parte do combate ao narcotráfico; Nicolás Maduro …
Os Estados Unidos realizaram, pela segunda vez na semana, ataques a navios da Venezuela no Caribe, com a morte de três indivíduos. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a ação na segunda-feira (15), declarando que as vítimas eram “narcoterroristas venezuelanos” e que o ataque fazia parte de operações contra organizações criminosas. A residência presidencial alega que as ações são parte do combate ao tráfico de drogas, embora haja questionamentos sobre a legalidade das operações.
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Os ataques ocorreram em águas internacionais antes de qualquer abordagem ou inspeção das embarcações, procedimento padrão para confirmar a presença de drogas. Especialistas em direito internacional afirmam que ataques fora de áreas nacionais só são permitidos se houver ameaça direta à segurança, como pirataria.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, classificou a operação americana como uma “agressão completa” e declarou que os canais de comunicação com os EUA estão “completamente rompidos”. Maduro afirmou que seu país não cederá a “ameaças e coerção”. O incidente intensifica a tensão diplomática na região, ocorrendo um mês após os EUA anunciarem uma vasta operação naval no Caribe, próxima à costa venezuelana, com embarcações da Marinha e fuzileiros navais, incluindo a interceptação de embarcações pesqueiras venezuelanas.
O impacto na Colômbia
A escalada americana impacta a Colômbia. Na segunda-feira, o presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou que os EUA removeram a certificação de aliado na luta contra as drogas do país, avaliação anual que assegura aproximadamente US$ 380 milhões em recursos. De acordo com Washington, a decisão se deve ao aumento da produção de cocaína e ao não cumprimento das obrigações antidrogas da Colômbia.
Em 2025, a Colômbia apreendeu 700 toneladas de cocaína e desmantelou 4.570 laboratórios clandestinos, números recordes, contudo, os Estados Unidos avaliam que as medidas do governo são insuficientes para neutralizar os cartéis e grupos armados associados ao tráfico, incluindo o Clã do Golfo, o ELN e facções dissidentes das Farc. Para o governo Petro, a remoção da certificação e o realocamento de embarcações americanas no Caribe constituem uma ofensa ao país, ao mesmo tempo em que intensificam as discordâncias sobre as estratégias de combate ao narcotráfico na região.
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Reportagem gerada com inteligência artificial.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
redacao
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