EUA formalizam estratégia militar no Hemisfério Ocidental, com foco em restaurar supremacia. Operação em Venezuela captura Maduro e Cilia Flores em Caracas. Lula critica ação como violação à soberania
O Departamento de Guerra dos EUA apresentou, em 2026, sua Estratégia Nacional de Defesa, delineando o objetivo de restaurar a supremacia militar americana no Hemisfério Ocidental. O documento, elaborado sob a liderança de Pete Hegseth, enfatiza a proteção da nação e o acesso a áreas estratégicas da região.
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A estratégia se baseia no “Corolário Trump à Doutrina Monroe”, uma atualização da política do século XIX, visando impedir que países adversários exerçam influência ou desenvolvam capacidades ameaçadoras na região. O texto menciona a atuação militar contra organizações criminosas na América, classificando traficantes de drogas como “narcoterroristas”.
O documento afirma que os Estados Unidos “buscarão desenvolver as capacidades dos parceiros regionais para degradar essas organizações”, mas ressalta que o país agirá de forma unilateral e decisiva caso os governos locais não o façam. O plano visa garantir o controle de áreas consideradas vitais.
Captura de Maduro: A operação para capturar o então presidente venezuelano Nicolás Maduro foi coordenada a partir de Mar-a-Lago, na Flórida, com a participação de Donald Trump. A captura, ocorrida em 3 de janeiro em Caracas, envolveu uma incursão de forças de elite, acompanhada de um blecaute tecnológico e apoio de mais de 150 aeronaves, incluindo caças F-35 e bombardeiros.
Após a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, os dois foram levados para o navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima e, posteriormente, transferidos para os Estados Unidos, onde enfrentarão a Justiça. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que o indiciamento no Distrito Sul de Nova York inclui crimes de conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras.
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Reação do Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou a ação militar norte-americana na Venezuela, classificando os bombardeios e a captura de Maduro como uma “flagrante violação do direito internacional”. O petista afirmou que o ataque representa uma afronta à soberania venezuelana e estabelece um “precedente extremamente perigoso” onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
Lula convocou uma reunião ministerial de emergência para tratar do tema e defendeu que a Organização das Nações Unidas (ONU) dê uma resposta veemente ao episódio.
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