EUA Ajustam Produção de Soja e Milho em Face da Concorrência Sul-Americana
Os Estados Unidos estão planejando uma mudança na produção agrícola para a safra 2026/27, com foco em aumentar a produção de soja e reduzir a de milho. Essa estratégia surge em um contexto de crescente competição com a América do Sul, especialmente com o Brasil.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo o relatório “Grains and Oilseeds Outlook for 2026”, divulgado durante o Agricultural Outlook Forum 2026, a tendência de longo prazo é que a produção sul-americana continue a expandir sua participação no mercado global.
O relatório destaca que o Brasil está colhendo uma safra recorde de soja, o que contribui para o aumento dos estoques globais e prolonga a oferta de soja para exportação até o momento da colheita nos Estados Unidos. Essa situação é consequência da perda de espaço dos EUA no mercado, que se intensificou em 2025.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Desafios no Mercado de Soja
Em 2025, as exportações americanas para o mercado asiático sofreram uma forte retração, impulsionada pela guerra comercial iniciada pelo então presidente Donald Trump. Como resultado, o Brasil intensificou seus embarques para a China, atingindo um volume de 108 milhões de toneladas.
Em contraste, os Estados Unidos venderam cerca de 10 milhões de toneladas, bem abaixo da média histórica de 25 milhões de toneladas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Projeções para a Safra de Milho
Para a safra de milho, os EUA projetam uma produção de aproximadamente 121 milhões de toneladas, com exportações estimadas em 46,3 milhões de toneladas. Apesar da recuperação em relação ao ciclo anterior, o relatório ressalta que a participação americana no comércio global deve continuar em declínio, devido à crescente oferta sul-americana.
Preços e Uso do Milho
Com estoques iniciais elevados, a oferta total de milho dos EUA é estimada em 455 milhões de toneladas. O uso total do grão nos Estados Unidos é projetado em 408 milhões de toneladas, com um volume de 142 milhões de toneladas destinado à ração animal e um volume adicional de 152 milhões de toneladas para uso residual.
Apesar da redução na produção e nas exportações, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projeta uma leve alta no preço médio recebido pelos produtores, estimado em US$ 4,20 por bushel.
