Representantes do Departamento de Estado dos EUA e empresas mineradoras brasileiras discutem acordos em minerais críticos, com foco em terras raras. Amcham Brasil e Citibank participam das negociações
Representantes do Departamento de Estado dos EUA se reuniram nesta quinta-feira (15) com empresas mineradoras brasileiras para discutir possíveis acordos no setor de minerais críticos, com foco em terras raras. A reunião virtual contou com a participação da Amcham Brasil e do Citibank.
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O objetivo central era avançar em diálogos sobre o tema.
Além das terras raras, os representantes americanos também mencionaram minerais como níquel e grafite, que são cruciais para a produção de baterias de veículos elétricos, armazenamento de energia, ligas metálicas de alta resistência e produtos eletrônicos avançados.
Esses materiais também possuem relevância para o setor de defesa.
O Citibank demonstrou interesse em atuar como agente financeiro nesses acordos. O banco poderia estruturar operações de crédito, organizar financiamentos de longo prazo, coordenar garantias e facilitar a conexão entre mineradoras brasileiras, compradores industriais e instrumentos de financiamento nos Estados Unidos.
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As conversas sobre terras raras iniciaram durante a gestão Biden e se intensificaram sob Trump. Apesar da falta de um acordo formal entre os governos, empresas e agências oficiais do governo americano já participam do financiamento de projetos no Brasil.
Um exemplo é o projeto da Alclara Resources, mineradora com atuação no Brasil voltada ao desenvolvimento de ativos de terras raras.
Outra mineradora relevante é a Serra Verde, que se destaca como uma das únicas produtoras comerciais de terras raras fora da China, com operação em Goiás. O Export-Import Bank of the United States também demonstrou interesse em avaliar uma estrutura de financiamento para o Projeto Caldeira, da mineradora australiana Meteoric Resources, localizado em Minas Gerais.
A Agência Internacional de Energia (IEA) classificou a concentração do mercado de terras raras como um risco geopolítico significativo. A predominância chinesa permite que Pequim influencie preços, controle o acesso de outros países e determine o ritmo de desenvolvimento de tecnologias estratégicas, como semicondutores, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
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