EUA Aumentam Pressão com Tarifas sobre Produtos Brasileiros em Investigações

EUA Propõem Tarifas sobre Produtos Brasileiros em Investigações Comerciais
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou na terça-feira (2) uma nova rodada de tarifas sobre produtos importados do Brasil. A medida surge após uma investigação formal conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que identificou falhas significativas no cumprimento do Brasil e de outras 59 nações em relação à proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado.
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Essa é a segunda vez que o Brasil enfrenta um revés comercial significativo sob o governo americano em um curto espaço de tempo.
Investigação e Acusações
A investigação, iniciada na segunda-feira (1º), focou em irregularidades em diversas áreas, incluindo comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e o combate ao desmatamento ilegal.
O USTR argumenta que as ações do Brasil oneram e restringem o comércio dos Estados Unidos, considerando que o país faz parte de um grupo de 54 nações que não implementaram medidas eficazes para impedir a entrada de bens ligados à exploração laboral.
A alegação é de que essa falta de ação cria uma competição desleal para empresas que operam com práticas trabalhistas justas.
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Tarifas Propostas e Reações
Como resposta, o governo americano propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, além de 12,5% para outros países que não possuem regimes de proibição ao trabalho forçado e 10% para aqueles com algum nível de restrição ou acordos de reciprocidade.
O embaixador Jamieson Greer enfatizou a importância de abordar essa questão, afirmando que “a falha de nossos parceiros comerciais mais importantes em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável”. Ele ressaltou que essa situação força os trabalhadores americanos a competir em um mercado global desigual.
Próximos Passos e Consulta Pública
O USTR abriu um período de consulta pública para as medidas propostas, permitindo que interessados enviem comentários por escrito até o dia 6 de julho de 2026. O órgão também programou audiências públicas para o dia 7 de julho, onde serão discutidas as novas tarifas.
Caso as taxas sejam confirmadas, elas se aplicarão a todos os produtos das economias investigadas, com exceção de itens específicos listados em um registro oficial. A investigação foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump para lidar com preocupações comerciais persistentes, apesar de reuniões entre os dois líderes nos últimos meses.
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