Somos Feitos de Poeira de Estrelas: Uma Nova Perspectiva
A frase “somos feitos de poeira de estrelas” ecoa a profunda conexão entre a vida na Terra e os processos cósmicos. Carl Sagan, ao popularizar essa ideia, capturou um fato científico comprovado: os elementos que compõem nosso corpo, como o oxigênio que respiramos e o carbono que forma nosso DNA, foram criados nas estrelas.
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Estrelas gigantes, atuando como verdadeiras “cozinhas do Universo”, sintetizam esses elementos através de seus poderosos ventos.
Um estudo recente, liderado por pesquisadores da Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia, desafia a visão tradicional sobre como esses elementos são transportados pelo espaço. A pesquisa se concentra na estrela gigante vermelha R Doradus, localizada a cerca de 192 anos-luz da Terra.
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O estudo investiga a relação entre a poeira estelar e os ventos da estrela, questionando se a simples interação da luz com a poeira é suficiente para impulsionar esses ventos.
A equipe utilizou o instrumento SPHERE/ZIMPOL do Very Large Telescope (VLT), no Chile, para obter imagens de altíssima resolução da luz polarizada refletida pela poeira ao redor da estrela. As observações revelaram dois problemas com a poeira de R Doradus.
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Primeiro, a poeira é composta de silicatos sem ferro e óxido de alumínio, o que a torna pouco absorvente de luz. Segundo, os grãos de poeira são menores do que o previsto, com cerca de 0,1 micrômetro de diâmetro.
Os resultados do estudo indicam que a teoria de que “a luz empurra a poeira” pode não ser a principal causa dos ventos estelares. A equipe sugere que outros mecanismos, como surtos e explosões de poeira, ou processos caóticos e turbulento, podem estar envolvidos.
A pesquisa reforça a ideia de que “somos feitos de poeira de estrelas”, mas complexifica a explicação de como essa poeira chega até nós, incentivando novas linhas de pesquisa.
