Estudo inédito revela 6 genes ligando Hiperêmese Gravídica e riscos na gestação

Estudo inédito revela 6 ligações genéticas para Hiperêmese Gravídica! Saiba como a ciência avança no combate às náuseas severas da gestação. Clique e confira!

15/04/2026 06:12

2 min

Estudo inédito revela 6 genes ligando Hiperêmese Gravídica e riscos na gestação
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Revela Seis Novas Ligações Genéticas na Hiperêmese Gravídica

Uma nova pesquisa sobre enjoo na gravidez conseguiu identificar seis ligações genéticas inéditas ligadas à hiperêmese gravídica (HG). Esta condição é considerada a forma mais severa de náuseas e vômitos durante a gestação.

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Os achados foram divulgados nesta terça-feira, dia 14, na renomada revista Nature Genetics. A hiperêmese gravídica afeta aproximadamente 2% das mulheres grávidas, segundo os pesquisadores.

Metodologia e Descobertas Genéticas

O trabalho científico analisou um vasto conjunto de dados, envolvendo 10.974 mulheres diagnosticadas com HG e um grupo de controle composto por 461.461 indivíduos, abrangendo diversas origens populacionais.

A condição em questão é marcada por episódios de náuseas e vômitos muito intensos, podendo levar a complicações sérias como desidratação e perda significativa de peso materno.

Genes Envolvidos na Hiperêmese Gravídica

Pesquisas anteriores já haviam apontado uma relação com o gene GDF15, que está ligado à regulação dos sintomas de náusea. O estudo atual identificou um total de dez genes associados à condição.

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Quatro genes já eram conhecidos: GDF15, GFRAL, IGFBP7 e PGR. Os seis genes recém-associados foram: FSHB, TCF7L2, SLITRK1, SYN3, IGSF11 e CDH9.

Implicações Clínicas e Futuras Abordagens Terapêuticas

Os cientistas sugerem que esses genes estão interligados a aspectos como o metabolismo, o apetite e até mesmo a condições como o diabetes.

O gene TCF7L2 merece destaque por sua possível conexão com o diabetes e com o controle do açúcar no sangue. Além disso, os pesquisadores notaram uma ligação entre a HG e outros desfechos gestacionais, como menor duração da gestação, baixo peso ao nascer e pré-eclâmpsia.

Tratamento e Pesquisas Futuras

Atualmente, a ondansetrona é o tratamento mais comum, embora seu efeito seja apenas parcial no controle dos sintomas. A equipe responsável recebeu aprovação para iniciar testes com um novo protocolo.

O objetivo principal desses testes é verificar se o uso de alguma intervenção antes mesmo da gravidez pode diminuir a incidência de náuseas e vômitos em mulheres com histórico da doença. A expansão do número de genes identificados promete pavimentar o caminho para o desenvolvimento de novas terapias.

Conclusão

A identificação de mais genes associados à hiperêmese gravídica representa um avanço significativo, oferecendo novas perspectivas para o manejo clínico e o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para as gestantes afetadas.

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