Estudo da Mayo Clinic Revela Riscos Genéticos Silenciosos na Hipercolesterolemia Familiar

Novo estudo da Mayo Clinic aponta riscos genéticos silenciosos na hipercolesterolemia familiar. Pesquisa revela que 90% dos casos não são detectados.

11/12/2025 17:14

2 min

Estudo da Mayo Clinic Revela Riscos Genéticos Silenciosos na Hipercolesterolemia Familiar
(Imagem de reprodução da internet).

Novo Estudo Revela Riscos Genéticos Silenciosos na Hipercolesterolemia Familiar

Um estudo recente da Mayo Clinic destacou a importância de identificar riscos genéticos associados à hipercolesterolemia familiar, uma condição hereditária que causa elevação do colesterol LDL desde o nascimento e aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

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A pesquisa indica que quase 90% dos indivíduos afetados não seriam detectados pelas diretrizes atuais de triagem nos Estados Unidos.

As conclusões foram publicadas na revista Circulation: Genomic and Precision Medicine. A hipercolesterolemia familiar é uma das doenças genéticas mais prevalentes, afetando aproximadamente 1 em cada 200 a 250 pessoas em todo o mundo. No entanto, a maioria dos casos permanece sem diagnóstico devido à dependência dos critérios tradicionais, que se baseiam em histórico familiar e níveis de colesterol.

O estudo empregou o sequenciamento do exoma para identificar mutações relacionadas à doença. A pesquisa foi conduzida através do programa de pesquisa Tapestry, que envolveu mais de 84 mil participantes. O programa analisou o DNA para integrar a genômica à prática clínica.

Durante a análise, 419 indivíduos foram identificados com variantes ligadas à hipercolesterolemia familiar.

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Uma parcela significativa desses participantes (cerca de 75%) não atenderia aos critérios atuais para diagnóstico, o que representa uma lacuna considerável na prevenção cardiovascular. A análise revelou que muitos indivíduos já apresentavam sinais iniciais de doença arterial coronariana antes do diagnóstico genético.

Os pesquisadores acreditam que a incorporação da triagem de DNA à rotina médica permitiria identificar precocemente indivíduos de alto risco e iniciar tratamentos mais cedo. Niloy Jewel Samadder, autor principal do estudo, enfatiza que o reconhecimento antecipado da condição pode alterar o curso da doença cardiovascular.

Essa iniciativa faz parte da estratégia Precure da Mayo Clinic, que visa prever e prevenir condições graves por meio de tecnologias genômicas.

A pesquisa ressalta que doenças cardíacas continuam sendo a principal causa de morte nos Estados Unidos, com o colesterol alto sendo um dos principais fatores de risco. A subdiagnóstico da forma hereditária da doença representa um desafio significativo para a prevenção de eventos como infarto e AVC.

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