Estudo da FGV aponta retorno de R$7,59 por real investido na Lei Rouanet. Pesquisa do Ministério da Cultura analisa impacto econômico com aumento de 14 mil projetos
Um novo estudo, apresentado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em janeiro de 2026, revela um retorno de R$7,59 para cada R$1 investido através da Lei Rouanet. A pesquisa, encomendada pelo Ministério da Cultura, analisou o impacto econômico dos projetos culturais financiados por este mecanismo de incentivo.
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O levantamento demonstra um aumento significativo no número de iniciativas apoiadas, passando de 2.600 para mais de 14.000 por ano entre 2022 e 2024.
Entre 2022 e 2024, o número de projetos financiados pela Lei Rouanet cresceu exponencialmente. Em 2024, foram criadas aproximadamente 230.000 vagas de trabalho, com um investimento médio de R$12.300 por vaga. Este crescimento reflete o dinamismo do setor cultural brasileiro.
O estudo revela que, em 2024, foram executados 4.939 projetos, com predominância de propostas empresariais, representando 86,7% do total, somando 3.154 proponentes. Os projetos financiados geraram 567.000 pagamentos distribuídos entre 1.800 tipos diferentes de fornecedores e serviços.
A análise dos valores captados indica que 76,72% dos projetos obtiveram até R$1 milhão, enquanto 21,70% captaram até R$10 milhões. Um dado relevante é que 96,9% dos pagamentos via Lei Rouanet são inferiores a R$25.000, contribuindo para um efeito distributivo de renda no setor cultural.
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A distribuição regional dos R$25,7 bilhões movimentados pelo mecanismo em 2024 mostra que o Sudeste concentrou a maior parte dos recursos, captando R$18 bilhões. O Sul recebeu R$4,5 bilhões, seguido pelo Nordeste com R$1,92 bilhão. As regiões Centro-Oeste e Norte captaram aproximadamente R$400 milhões e R$360 milhões, respectivamente.
O estudo também destaca a redução no tempo de análise de projetos, diminuindo de mais de 100 dias em 2022 para 35 dias em 2025, demonstrando maior eficiência administrativa do programa. A Região Nordeste apresentou crescimento superior a 400% no número de projetos entre 2018 e 2024, passando de 337 para 1.778 projetos.
O Ministério da Cultura projeta que os resultados das ações de fomento na Região Norte já serão percebidos em 2026, enquanto na região Centro-Oeste os efeitos devem ser notados em 2027.
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