Estudo aponta risco de recuperação rápida com Ozempic, Wegovy e Mounjaro

Estudo aponta risco de recuperação rápida no uso de Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Pesquisa da BMJ revela que perda de peso com fármacos pode ser revertida em até 18 meses

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Um estudo recente, publicado na revista BMJ e divulgado pela agência AFP, aponta um risco significativo para quem utiliza medicamentos para emagrecer, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. A pesquisa revela que a perda de peso alcançada com esses fármacos pode ser rapidamente recuperada após a interrupção do tratamento.

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Os resultados sugerem que a recuperação pode ocorrer até quatro vezes mais rápido do que em indivíduos que emagrecem apenas com dieta e atividade física.

Análise de Dados de Estudos

A análise, conduzida por pesquisadores britânicos, examinou dados de dezenas de estudos sobre o uso e a suspensão de medicamentos indicados para obesidade e diabetes tipo 2. O estudo se baseou no princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, e na tirzepatida, componente do Mounjaro, que aumenta a saciedade.

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Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que esses medicamentos permitem uma redução de 15% a 20% do peso corporal, o que impulsionou sua popularização, especialmente em países com maior poder aquisitivo. A nova pesquisa aprofunda a compreensão dos desafios associados a essa perda de peso.

Impacto da Interrupção do Tratamento

Os pesquisadores analisaram 37 estudos que acompanharam indivíduos após a interrupção de diferentes medicamentos. Em média, os participantes recuperaram cerca de 0,4 kg por mês após cessar o uso dos fármacos. Dados específicos indicaram que, após o uso de substâncias como Ozempic e Wegovy, os participantes recuperaram aproximadamente 10 quilos em um ano.

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Projeções dos autores sugerem que o peso inicial pode ser retomado em até 18 meses. Além disso, indicadores como pressão arterial e níveis de colesterol também retornaram aos valores iniciais em pouco mais de um ano.

Velocidade da Recuperação do Peso

Sam West, pesquisador da Universidade de Oxford e autor principal do estudo, ressaltou que a magnitude da perda de peso influencia diretamente a velocidade de recuperação após a interrupção do tratamento. Observou-se que essa recuperação é mais intensa entre usuários de medicamentos em comparação com indivíduos que emagreceram apenas com dieta e exercícios.

Em contraste, pessoas que adotaram programas de dieta e atividade física sem o uso de medicamentos perderam menos peso, mas a recuperação total levou em média quatro anos.

Limitações e Perspectivas

Especialistas alertam que os medicamentos à base de GLP-1 devem ser considerados como parte de um tratamento abrangente, e não como uma solução definitiva. Susan Jebb, pesquisadora da Universidade de Oxford, enfatiza que a obesidade é uma condição crônica e recorrente, o que pode exigir o uso prolongado de medicamentos, de forma semelhante ao tratamento de hipertensão.

O custo elevado dos tratamentos, como nos Estados Unidos (ultrapassando US$ 1.000 por mês), também contribui para a interrupção do uso por parte de muitos pacientes.

A pesquisa destaca a necessidade de estratégias combinadas, envolvendo medicação, acompanhamento clínico e mudanças consistentes no estilo de vida, para o controle efetivo da obesidade.

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