Um estudo publicado na revista Scientific Reports investigou a possível ligação entre o uso prolongado de fones de ouvido Bluetooth e o aumento do risco de nódulos na tireoide. A pesquisa analisou dados de 600 indivíduos, empregando inteligência artificial para identificar fatores relacionados ao problema.
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A análise revelou que idade e o tempo diário de uso dos fones de ouvido foram os fatores mais associados ao risco identificado. Apesar da alta precisão do modelo (AUC 0,95), os pesquisadores alertam que os resultados não estabelecem uma relação de causa e efeito.
Limitações do Estudo
A pesquisa apresentou algumas limitações importantes, como dados fornecidos pelos próprios participantes, uma amostra concentrada em jovens e a ausência de validação clínica presencial. Para confirmar uma ligação direta, seriam necessários estudos de acompanhamento a longo prazo e a replicação em diferentes populações.
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Opinião de Especialistas
Otorrinolaringologistas destacam que o principal risco dos fones de ouvido reside no volume do som e no tempo de exposição. Modelos intra-auriculares concentram mais energia sonora no canal auditivo, aumentando o risco de danos. A endocrinologia orienta para cautela, sem recomendações de rastreamento populacional com base apenas neste estudo.
A emissão de Bluetooth é de baixa energia (não ionizante), incapaz de danificar o DNA. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não encontrou evidências consistentes de efeitos adversos à saúde dentro dos limites de frequência estabelecidos (2,4 GHz).
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Recomendações para Uso Seguro
Especialistas sugerem a regra 60/60 para garantir a prevenção auditiva: Volume: Nunca exceda 60% da capacidade máxima do aparelho. Tempo: Não utilize os fones por mais de 60 minutos consecutivos. Pausas: Faça intervalos regulares para descansar a audição.
Cuidado redobrado: Modelos intra-auriculares exigem atenção especial devido à proximidade com o tímpano.
