Estimulação Cerebral Profunda: Nova Esperança para Depressão Resistente ao Tratamento

Depressão resistente? Estudo inovador da China avalia estimulação cerebral profunda (ECP) para tratar transtornos mentais. Descubra a nova esperança!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Depressão Resistente ao Tratamento: Uma Nova Esperança com Estimulação Cerebral Profunda

A depressão maior, ou transtorno depressivo maior (TDM), é uma doença mental prevalente, afetando mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Caracterizada por tristeza profunda e persistente, juntamente com a perda de prazer em atividades cotidianas, a depressão pode ser desafiadora de tratar.

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Embora antidepressivos e terapias cognitivas ofereçam alívio para muitos pacientes, uma parcela significativa – entre 30% e 50% dos casos – apresenta resistência aos tratamentos convencionais.

A estimulação cerebral profunda (ECP) tem sido investigada como uma alternativa promissora. Inicialmente aprovada para distúrbios do movimento, como tremor essencial e Parkinson, a ECP tem demonstrado potencial no tratamento de condições psiquiátricas, incluindo a depressão.

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Estudos recentes, conduzidos pelo Hospital Ruijin de Xangai (China), exploraram o uso da ECP em pacientes com depressão resistente.

Como Funciona a Estimulação Cerebral Profunda

A técnica envolve a implantação cirúrgica de eletrodos finos no cérebro, que emitem pulsos elétricos para modular a atividade cerebral anormal. No estudo, a ECP foi direcionada para o núcleo do leito da estria terminal (BNST) e para o núcleo accumbens.

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O BNST está envolvido na regulação de estresse e medo prolongado, enquanto o núcleo accumbens desempenha um papel crucial no processamento de recompensas, motivação e prazer.

Resultados Promissores do Estudo

A equipe de pesquisa monitorou a atividade elétrica do cérebro diretamente do BNST, registrando oscilações entre 4 e 8 Hertz na frequência teta. Valores mais baixos dessa oscilação se correlacionaram com melhores níveis de humor diários nos pacientes.

A atividade teta funcionou como um biomarcador, indicando quem responderia melhor ao tratamento. Após um ano de tratamento, cerca de metade dos pacientes responderam ao estímulo e 35% entraram em remissão.

Perspectivas Futuras e Inovações Terapêuticas

A pesquisa abre caminho para o desenvolvimento de sistemas de “circuito fechado” que monitoram o cérebro em tempo real e ajustam automaticamente a estimulação conforme as mudanças no humor ou na ansiedade do paciente. Essa abordagem, semelhante a um marcapasso cardíaco para regular o estado emocional, representa uma nova esperança para pacientes com depressão resistente ao tratamento.

A transição da psiquiatria, de uma abordagem baseada apenas em sintomas, pode levar a tratamentos personalizados e mais adequados ao perfil de cada paciente.

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