Governo venezuelano decreta busca e captura de envolvidos em ataque dos EUA. Maduro e Delcy Rodríguez são alvos da operação.
O governo venezuelano decretou a busca e captura nacional de indivíduos envolvidos na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos. A decisão, formalizada em decreto publicado na segunda-feira (5.jan), ocorreu três dias após a deposição do então presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).
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O documento, disponível em formato PDF (211 kB, em espanhol), detalha a medida.
Com a destituição de Maduro, sua vice, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina. Maduro e Rodríguez compareceram à primeira audiência em Nova York nesta segunda-feira (5.jan). A jornalista Flores também foi detida pelos Estados Unidos. As acusações incluem conspiração de narcoterrorismo, conspiração para a importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.
O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou, por meio de sua conta na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela. A captura de Maduro e de Delcy Rodríguez foi ordenada pelo então presidente Trump.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, confirmou a ordem de captura na noite da sexta-feira (2.jan.2026). A operação, realizada na madrugada de sábado (3.jan.2026), envolveu ataques a quatro alvos no país, com o emprego de 150 caças e bombardeios.
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Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, com o objetivo de capturar Maduro. A missão durou aproximadamente duas horas e 20 minutos.
A operação norte-americana gerou questionamentos sobre a legitimidade de uma intervenção militar em outro país sem aprovação da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump defendeu a medida como desnecessária. Há também dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA, que exigem a aprovação prévia do Congresso.
O secretário de Estado, , declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump informou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Ele se concentrou em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump afirmou que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA. Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível.
Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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