O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, está intensificando seus investimentos em minerais considerados estratégicos, com foco em projetos brasileiros. Uma iniciativa importante é o “Projeto Vault”, que mobiliza um investimento de US$ 10 bilhões através do EXIM Bank, o banco financeiro do governo americano dedicado a apoiar exportações americanas e projetos estratégicos no exterior.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Outros US$ 2 bilhões devem vir de investimentos privados.
Terras Raras: O Projeto Caldeira em Destaque
O EXIM Bank já emitiu cartas de interesse para financiar o Projeto Caldeira, localizado em Poços de Caldas (MG), um empreendimento australiano que se destaca no desenvolvimento de terras raras fora da China. O projeto, baseado em depósitos de argilas de adsorção iônica, utiliza um modelo geológico similar ao explorado pelos chineses.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em dezembro de 2025, o projeto obteve licença ambiental prévia, iniciou a operação da planta-piloto e realizou a primeira produção de carbonato misto de terras raras, etapa crucial para validar a viabilidade técnica. Apesar dos avanços, o financiamento ainda depende da aprovação interna do banco.
Lítio: O Projeto Bandeira e a Busca por Diversificação
Além das terras raras, o EXIM Bank também emitiu uma carta de interesse não vinculante para o Projeto Bandeira, da Lithium Ionic, também localizado em Minas Gerais. A carta prevê um financiamento de até US$ 266 milhões em dívida, sujeito à conclusão da due diligence.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
A Lithium Ionic reportou um crescimento significativo nos recursos minerais e avanços na estruturação financeira em 2025, marcando uma virada operacional. A empresa planeja finalizar o licenciamento ambiental, estruturar o financiamento do projeto e avançar nas atividades pré-operacionais, com o objetivo de iniciar a fase de construção do Projeto Bandeira e, possivelmente, posicionar o Brasil como um fornecedor relevante de concentrado de espodumênio para a cadeia global de baterias.
Essa estratégia visa diversificar o acesso dos Estados Unidos a minerais críticos e reduzir a dependência da China nesse setor.
