Prisão em Venezuela: Aplicação da Doutrina Monroe em 2026
A ação de forças americanas no contexto venezuelano representa a aplicação prática da “Doutrina”, uma reedição da Doutrina Monroe adaptada ao cenário geopolítico de 2026. Segundo o professor de Relações Internacionais Danilo Porfírio, a operação não se limita à busca por uma mudança de regime, mas visa a reafirmação da primazia dos Estados Unidos no continente americano frente à crescente influência de Rússia e China.
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A ação, caracterizada por uma incursão pontual para capturar um líder acusado de narcotráfico sem a necessidade de uma declaração formal de guerra pelo Senado, ecoa a Operação Justa Causa, realizada no Panamá em 1989 para prender Manuel Noriega.
Motivações e Transição de Poder
Para Porfírio, a motivação central por trás da ação segue a tradição “jacksoniana” da política externa dos Estados Unidos: a manutenção do status de potência mundial através do controle direto de recursos estratégicos, especificamente o petróleo venezuelano.
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O especialista ressalta que um cenário de caos prolongado não interessa a Washington, o que sugere que uma articulação para a transição de poder já está em curso.
Desafios Institucionais e o Papel da Oposição
Um dos maiores desafios para o período pós-Maduro é o arraigamento do chavismo em todas as instituições do Estado. O Judiciário, a Assembleia Nacional e a Vice-Presidência continuam ocupadas por aliados do regime. A figura da líder oposicionista e Prêmio Nobel, Maria Corina Machado, é apontada como central para o processo de transição.
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Composição de Forças e Busca por Estabilidade
O professor acredita que a saída para a crise exigirá uma composição entre forças da situação e da oposição, caso prevaleça a razoabilidade política para evitar que o país fique à deriva. A estabilização do país depende da capacidade de diálogo e da busca por um consenso entre os diferentes atores políticos.
