Estados Unidos Exigem Eleições na Venezuela e Rejeitam Envolvimento de Tropas

Estados Unidos defendem eleições na Venezuela e rejeitam envio de tropas ao país. Reunião no Capitólio com autoridades republicanas.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Estados Unidos Defendem Eleições na Venezuela e Rejeitam Envolvimento de Tropas

O presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, defendeu na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, a realização de eleições na Venezuela e declarou que os norte-americanos não devem enviar tropas ao país sul-americano. A declaração foi feita após uma reunião de duas horas no Capitólio, onde altos funcionários do governo republicano informaram congressistas de ambos os partidos sobre a situação política no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não esperamos tropas no terreno”, afirmou Johnson aos repórteres após o encontro. Segundo informações divulgadas pelo The New York Times, o presidente da Câmara acrescentou: “Não esperamos envolvimento direto de qualquer outra forma além de apenas instar o governo interino a começar a funcionar. Espero que haja uma eleição convocada na Venezuela. Isso deve acontecer em breve”.

Donald Trump, no entanto, declarou que um novo pleito não deve ocorrer nos próximos 30 dias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma sessão a portas fechadas foi o primeiro briefing presencial desde a operação que resultou na deposição de Nicolás Maduro do poder. O presidente venezuelano e sua esposa foram levados aos Estados Unidos, onde enfrentarão julgamento em um tribunal federal em Manhattan.

Participaram da reunião o Secretário de Estado, Antony Blinken; o Secretário de Defesa, James Mattis; a Chefe do Departamento de Justiça, Loretta Lynch; o Diretor da CIA, John Brennan; o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Joseph Dunford, além de líderes partidários e dirigentes bipartidários dos comitês de Relações Exteriores, Defesa e Inteligência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

Na quarta-feira (7.jan), o governo Trump vai informar todos os congressistas da Câmara, segundo Johnson. O Senado também receberá um memorando, embora o documento ainda não tenha sido finalizado.

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer (Partido Democrata-Nova York), disse aos repórteres que o briefing foi “extenso”, mas trouxe “mais perguntas do que respostas”. Para Schumer, o “plano deles para os EUA administrarem a Venezuela é vago. É insatisfatório e se baseia em ‘pensar positivo’”.

O senador disse também que solicitou “garantias de que não tentaríamos fazer a mesma coisa em outros países”, mas não as recebeu.

Johnson procurou minimizar as críticas de que Trump e seus secretários teriam descumprido promessas de não buscar uma mudança de regime na Venezuela. “A forma como isso está sendo descrito – isso não é uma mudança de regime”, disse Johnson. “Essa é uma exigência de mudança de comportamento de um regime”.

Sair da versão mobile