Tensões entre Venezuela e EUA escalam com acusações de narcoterrorismo e “bloqueio total” imposto por Washington. Maduro enfrenta pressão de EUA e outros 60 países
Desde 2013, as relações entre Venezuela e os Estados Unidos têm sido marcadas por tensões significativas. Washington não reconhece a legitimidade de Nicolás Maduro, que presidia o país após a repressão às manifestações que se seguiram à sua primeira eleição em 2013.
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A oposição afirma que Maduro foi eleito de forma fraudulenta em 2018 e 2024.
Entre 2019 e 2023, os Estados Unidos, acompanhados por cerca de sessenta países, reconheceram Juan Guaidó como “presidente interino”, gerando um rompimento das relações diplomáticas entre Caracas e Washington. Acusações de ingerência mútua marcaram esse período.
Para pressionar o governo de Maduro e tentar removê-lo do poder, Washington impôs um embargo ao petróleo venezuelano em 2019. Antes do embargo, o petróleo representava 96% das receitas nacionais da Venezuela, com três quartos dessas receitas provenientes de clientes americanos.
Atualmente, a Venezuela vende sua produção no mercado negro, principalmente para a China.
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Nos últimos anos, Washington implementou um “bloqueio total” contra os “petroleiros sancionados” que se dirigem à Venezuela ou dela saem, confiscando vários navios. Caracas classificou o anúncio como uma “ameaça grotesca”. A americana Chevron possui uma licença especial desde julho, enquanto a produção caiu de 3,5 milhões de barris por dia em 2008 para menos de um milhão atualmente, devido às sanções americanas e ao colapso do sistema de extração, minado pela corrupção e pela má gestão, segundo a Opep.
Em março de 2020, Nicolás Maduro foi acusado nos Estados Unidos de “narcoterrorismo”, com uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que permitissem sua detenção, que foi posteriormente aumentada para 25 milhões e depois para 50 milhões.
Washington acusa Maduro de comandar o “Cartel dos Sóis”, cuja existência ainda não foi comprovada por especialistas.
Donald Trump, que priorizou o combate à imigração durante seu mandato, criticou Caracas pela chegada de migrantes venezuelanos, acusando o governo de “empurrar” centenas de milhares de pessoas para os Estados Unidos, incluindo internos de hospitais psiquiátricos.
Cerca de oito milhões de venezuelanos, aproximadamente um quarto da população, fugiram do país desde 2014, a maioria para países da América Latina e outros para os Estados Unidos.
Trump retirou o status de proteção temporária de centenas de milhares de venezuelanos e expulsou vários milhares em 2025. Em meados de 2025, os Estados Unidos enviaram para uma prisão em El Salvador 252 venezuelanos, sem provas nem julgamento, acusados de pertencer a uma quadrilha, que permaneceram ali por quatro meses antes de serem repatriados para Caracas, que denunciou as “torturas” sofridas durante a detenção.
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